quinta-feira, 10 de abril de 2008

SOME PEOPLE

some people never go crazy. me, sometimes I'll lie down behind the couch for 3 or 4 days. they'll find me there. it's Cherub, they'll say, and they pour wine down my throat rub my chest sprinkle me with oils. then, I'll rise with a roar, rant, rage - curse them and the universe as I send them scattering over the lawn. I'll feel much better, sit down to toast and eggs, hum a little tune, suddenly become as lovable as a pink overfed whale. some people never go crazy. what truly horrible lives they must lead.

Charles Bukowski

SOLSTÍCIO DE INVERNO

O Inverno Velho, velho, velho. Chegou o Inverno. Vem de sobretudo, Vem de cachecol, O chão onde passa Parece um lençol. Esqueceu as luvas Perto do fogão: Quando as procurou, Roubara-as um cão. Com medo do frio Encosta-se a nós: Dai-lhe café quente Senão perde a voz. Velho, velho, velho. Chegou o Inverno.

Eugénio de Andrade

SÓLO DA SED

Sólo la sed el silencio ningún encuentro cuídate de mí amor mío cuídate de la silenciosa en el desierto de la viajera con el vaso vacío y de la sombra de su sombra.

Alejandra Pizarnik

SEXTILHA FRANCESA PARA LEMBRAR DO MAIO DE 68

“Allons, enfants de la patrie”,
não tenho pátria, só tenho pernas,
o lixo ocidental já suja o Sena,
eu faço sexo enquanto invernas;
agora, “je vou salue, Marie”,
as muçulmanas são eternas.

Não vejo mais ou menos amores
pedalando sob o céu de Paris;
á esquerda, ao centro, à direita,
estudantes com balas de giz;
Delon, Bardot: “c’est demodée”,
o Quartier Latin não quer mais bis.

“Et maintenant, que vais-je faire?”,
é proibido proibir nossa canção,
“os automóveis ardem em chamas”,
a Torre Eiffel não faz bater o coração.
Que Sarkozy vá pra pata que o pôs,
A classe média nunca fez revolução.

‘Carlos Aranha’

SEXO SATISFATÓRIO…

Uma relação sexual satisfatória dura entre três e treze minutos, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores nos EUA. O estudo afirma que um acto sexual “adequado” dura entre três e sete minutos; um “desejável”, de sete a treze minutos; um “curto demais” de um a dois minutos; e um “muito longo” de dez a trinta minutos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O HOMEM, A FRONTEIRA FINAL

Os 40 anos de ‘2001, uma Odisséia no Espaço’ e os outros nove melhores filmes de ficção cientifica”

Primeiro, são os homens das cavernas. Depois, o monólito misterioso. Em seguida, a descoberta das ferramentas – mas também das armas. Quando menos se espera, o pulo no tempo, o espaço. A fronteira final, já tinha dito o seriado ‘Jornada nas Estrelas’. Mas para ‘2001, uma Odisséia no Espaço’ de 1968, que completou á poucos dia 40 anos e foi relançado este mês em DVD numa edição dupla, a fronteira final é o próprio homem.

Para muita gente, o filme de Stanley Kubrick é tão indecifrável quanto o próprio monólito que surge em alguns momentos de 2001. a exploração espacial ganhou doses de suspense – na luta dos astronautas contra o supercomputador HAL-9000, que enlouquece e tenta matar todos na nave Discovery a caminho do planeta Júpiter – e também muita filosofia.

2001 teoriza sobre o passado e o futuro da humanidade – um futuro que se passa no ano-título, mas que vai muito além. A odisséia final é a evolução do ser humano, o passo adiante. Não admira que os minutos finais impressos na tela seja um quebra cabeças difícil de montar.

No lançamento o impacto visual certamente minimizou esse efeito. Filmado em 70 mm, nunca antes o espaço e o futuro pareceram tão realistas. O balé das naves ao som da valsa “Danúbio Azul”, de Johann Strauss, é apenas um dos momentos inesquecíveis.

A música do filme envolve uma das inúmeras histórias reais e lendas acerca da produção. Kubrick havia contratado Alex North, com quem tinha trabalhado em ‘Spartacus’, em 1960, para criar a trilha sonora de 2001. em cima da hora do lançamento, resolveu não usá-la e, sim, música clássica- além do “Danúbio Azul”, ficou famosa a abertura com “Assim falou Zaratustra”, de Richard Staruss. Conta-se que North só descobriu que havia ficado de fora na estréia do filme. A trilha original acabou sendo lançada no CD Alex North’s 2001.

Uma das lendas diz respeito ao nome do computador HAL. As três letras são imediatamente anteriores a IBM, marca famosa de um fabricante de computadores. Não seria por acaso... Mas Arthur C. Clarke, autor do conto original e co-autor do roteiro, diz no seu livro continuação, ‘Odisséia II’ que HAL significa Computador Heurístico Algorítimo.

Adaptando o conto ‘The Sentinel’ de 1948, Kubrick e Clarke trabalharam em paralelo; um desenvolvia o roteiro e o outro ampliava a historia para um romance – que teria nome igual ao do filme. ‘Odisseia II’ acabou virando o filme ‘2010, o Ano em que Faremos Contato’ de 1984, de Peter Hyams, sem um décimo da repercussão do original.

Se nunca fomos além da Lua nas viagens espaciais, muito do futuro imaginado em 2001 já chegou. O videofone, entre elas, mas essa não é a questão que importa no filme – e sim a trajetória do homem. E se você não entendeu o filme, não se preocupe. Pode tentar a explicação animada que está no site Kubrick 2001:

http://es.kubrick2001.com/

Mas o próprio Arthur C. Clarke, já havia dito:

- “Se você entender completamente 2001, nós falhamos. Nossa intenção era levantar muito mais questões que respondê-las”.

Renato Felix

“2001, uma Odisséia no Espaço”

1968 de Stanley Kubrick
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http://www.youtube.com/watch?v=HcYvv4PI-Ns&feature=related
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No sentido horário, a evolução filosófica do homem, a tecnologia, o duelo entre homem e computador e Kubrick em ação, no incrível cenário de 2001

“Metropolis”
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http://www.youtube.com/watch?v=0Ffa3Qa4ah4
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1926, de Fritz Lang

O mestre alemão concebeu um futuro em que a sociedade está dividida entre uma elite que vive na superfície e os trabalhadores que a sustentam, dando duro no subterrâneo. Como eles se reúnem em torno de Maria (Brigitte Helm, um cientista cria um robô para tomar o lugar dela e semear a discórdia. Antológico o filme inspirou inúmeros outros pelos anos seguintes, como ‘Blade Runner’ de 1982, para ficar em penas um.

“O dia em que a Terra Parou”

1951, de Robert Wise
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http://www.youtube.com/watch?v=Ksr3BS_LqsY
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O mundo estava mergulhado na Guerra Fria e começando a corrida espacial quando Wise dirigiu este filme fundamental, no qual um extraterrestre vem à Terra para avisar que a comunidade intergaláctica não está a fim de tolerar as nossas tendências belicistas. Quem o ajuda é uma dona de casa absolutamente normal, que também lhe dá a ele uma visão mais humana.

“Vampiros de Almas”

1956, de Don Siegel
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http://www.youtube.com/watch?v=HPl8G5cvdNw
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Filme B que é uma reflexão sobre a paranóia anticomunista nos EUA. Alienígenas começaram uma invasão da Terra por uma cidadezinha norte-americana: copias sem qualquer emoção e que agem sem qualquer individualidade trocam de lugar com os habitantes. Qualquer semelhança com a idéia que se fazia dos “perigos vermelhos” não é mera coincidência. Teve três refilmagens.

“O planeta dos Macacos”

1968 de Franklin J. Schaffner
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http://www.youtube.com/watch?v=Cmw6Jne0tAQ
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Na volta à Terra astronautas acabam parando num planeta onde os símios são os inteligentes e os humanos, tratados como animais. O conflito não demora a acontecer, numa irônica visão do papel do Homem e seus preconceitos com os “diferentes” refletidos contra si. O filme caminha para um dos mais impactantes finais da história do cinema. Teve quatro continuações e mais uma filmagem.

“Guerra das Estrelas”

1977, de George Lucas
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http://www.youtube.com/watch?v=_eVLHAYXTck&feature=related
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Com elementos de faroeste e capa e espada, Lucas criou a sua saga espacial inspirada bem menos em ciência do que nos antigos seriados de aventura do cinema. No fundo, é uma história de princesas e cavaleiros com roupagem no espaço e, com ajuda do merchandising, criou uma mitologia em torno de si sem paralelo no cinema, com personagens memoráveis, como o vilão Darth Vader. Teve cinco continuações.

“E.T., o Extraterrestre”

1982, de Steven Spielberg
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http://www.youtube.com/watch?v=t4yUQJeKZNs
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Spielberg já tinha mostrado, em ‘Contatos Imediatos do Terceiro Grau’ de 1977, que o alienígena não precisa ser uma ameaça – subvertendo a idéia geral do cinema nas décadas de 1950 e 1960. mas ao colocar um E.T. criança em contato com crianças da Terra, ele tocou os corações como poucas vezes o cinema conseguiu. Aqui, os adultos , que não entendem as crianças, é que são os alienígenas.

“Blade Runner, o Caçador de Andróides”

1982, de Ridley Scott
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http://www.youtube.com/watch?v=mmoe3PPIuwc&feature=related
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O que faz de alguém um ser humano? Blade Runner faz essa pergunta enquanto coloca um detetive (Harrison Ford) em perseguição a um grupo de andróides rebelados (os “replicantes”). Um deles, vivido por Rutger Hauer, demonstra ter uma dimensão filosófica tão grande ou maior que seu algoz, ao reinvindicar o simples direito de existir. O visual futurista de uma Los Angeles chuvosa e super populosa marcou a época.

“De Volta ao Futuro”

1985, de Robert Zemeckis
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http://www.youtube.com/watch?v=2pMlXTA1_n8&feature=related
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O melhor filme sobre viagens no tempo: Marty McFly (Michael J. Fox) viaja de 1985 a 1955 em um carro DeLorean. O problema fica ainda mais delicado quando ele impede, sem querer,o primeiro encontro de seus pais e sua futura mãe se apaixona por ele. O genial argumento é base para uma aventura muito divertida e esplendidamente executada. Teve duas continuações à ltura.

“Matrix”

1999, de Andy e Larry Wachowski
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http://www.youtube.com/watch?v=RJ0v5H3Uctw&feature=related
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Aqui, a cybercultura é a alma. Neo (Keanu Reeves) descobre que o mundo em que vive é uma mentira – uma reprodução virtual criada por máquinas que escravizaram a humanidade, no mundo real. Aprender a usar esse ambiente para libertar os seres humanos é o objetivo que leva a muita pancadaria, barulho e a um coquetel de referências culturais e filosóficas.

O EFEITO NARCÓTICO DOS PROBLEMAS

Adaptar-se a uma situação difícil dá muito mais trabalho que tentar resolvê-la.
Modificar determinadas situações pode ser muito menos trabalhoso que tentar adaptar-se a elas, você já parou para pensar nisto?
Os problemas parecem ter uma espécie de efeito narcótico que nos insensibiliza em relação a eles. É o que chamamos de “problecaína”. Criamos um tipo de capa protetora que isola a dor e nos permite sobreviver sem sofrer, é verdade, mas tem que também não resolver a questão. Esse efeito anestésico nos tira a clareza de raciocínio e nos priva de usar nossa maior virtude: a inteligência. Isso acontece na vida pessoal e profissional. Nas empresas, gestores de todos os níveis ficam anestesiados pelos problemas e acabam por se conformar com eles, como se fossem rotina.
Preste atenção aos itens abaixo e fuja do efeito “problecaína”:

- Perceba os problemas que estão à sua volta. Se não fizer isso, a rotina vai engolir você e transformá-lo num daqueles profissionais que passam a vida se queixando do estresse, da pressão e do excesso de trabalho. Como conseqüência, vai ver sua carreira encolher juntamente com a sua empregabilidade.

- Analise as dificuldades antes de sair atacando seus efeitos. Caso contrário, ficará frustrado, pois elas não se resolverão.

- Entenda que as mudanças não acontecem por acaso. Se você não souber conduzir o processo, mobilizando as pessoas e garantindo que o resultado seja obtido, se desgastará e perderá o esforço que fez. No fim, a sua credibilidade poderá ficar abalada e você, provavelmente, se juntará ao time dos profissionais que dizem não ter sorte na carreira porque fizeram tudo certo, mas não conseguiram o resultado que esperavam.

‘Rocha & Coelho’