Em Portugal de quando em vez surge uma palavra chique como novidade para marcar uma época.
Pois foi assim com o PREC, o FMI, a CEE, as FP25; depois mais umas quantas siglas ou palavras, incluindo o SIMPLEX e por ai fora até que agora surgiu o RATING.
Mas que palavra tão chique essa do RATING...
Como em quase todas as outras que entraram na moda, incluindo até o celebre TOLAN; que servia para designar algo ou alguém que estava atolado, atascado, e porque não dizer mesmo fodido; tal e qual como o famoso barco que ficou anos e anos atascado em frente ao cais das colunas, sempre se ataca com quanta força for possível; a palavra ou sigla chique do momento.
Agora andam por ai a dar porrada forte e feia no RATING.
Andam por ai sem piedade a atacar o RATING.
Mas será que eles, os que atacam o RATING, sabem ou sonham que são as agencias de RATING que mandam nos nossos juros, e porque não dizer mesmo; no nosso próprio futuro...
Tenham lá pena do coitado do RATING.
Obviamente que no estado calamitoso a que a economia portuguesa chegou; a curto e médio prazo não temos solução alguma, e as agencias de RATING sem terem culpa alguma das asneiradas governamentais que conduziram a esta desgraceira nacional, vão, no entanto; fazer a cabeça e a nossa carteira em água...
Sem solução a vista... a única verdadeira resolução, ou melhor: destino; é ir escorregando diretamente para a pobreza franciscana, mas não a do Melicias da Lacoste e Adidas, e sim a outra... a pobreza real.
Ao observar o Orçamento de Estado aprovado a poucos dias, só podemos ter uma certeza... a economia por esse caminho não se vai recompor, e a esquerda é a grande responsável por essa calamidade, pois quer continuar a redistribuir, sem conseguir entender que já (se é que algum dia existiu alguma...) não existe riqueza alguma para distribuir.
Como sempre a esquerda vai dizer que a culpa é dos ricos... pois então que se matem os ricos... mas mesmo que se matem os ricos todos; duvido que cada um dos pobres ou remediados consiga receber mais do que umas simples meia dúzia de notas de dois euros...
E já agora não batam mais no RATING pois Portugal já anda a viver com dinheiro emprestado do exterior a muito tempo, e se fecharem a torneira nem o RATING os salva... e ficam todos gregos.
“João Massapina”
Blog de opinião pessoal, critica, independente e rigorosa em termos de analise problematica das questões. Convidados a participar cidadãos com um pensamento livre e descomprometido com obrigações de seguidismo politico, social ou religioso. Aqui, neste espaço, cada um continua a ter as suas opções pessoais, de forma livre. Cada um sabe de si!!!
quinta-feira, 25 de março de 2010
Além Guadiana propõe iniciativas culturais às instituições de Olivença
A associação cultural “Além Guadiana” acaba de apresentar aos representantes políticos e institucionais de Olivença um “Conjunto de propostas para valorizar a língua e a cultura portuguesas” neste concelho. O documento propõe iniciativas em diversos âmbitos e estimula o empreendimento de atuações que reforcem a singular riqueza cultural de uma povoação cujo legado português está latente.
Entre as linhas de atuação inclui-se o fomento do bilinguismo através da informação turística, a sinalização urbana, a promoção de atos e festas ou a difusão bilingue nos meios de comunicação locais.
Também se incluem medidas de aproximação cultural para a lusofonia mediante a potenciação das atuais geminações com cidades portuguesas, a promoção de atividades diversas relacionadas com a música, o teatro, a literatura, a gastronomia, etc.
Além disso, planeiam-se outras atuações que perseguem preservar o património cultural intangível de herança portuguesa, com o ponto forte na língua, bem como na tradição oral.
Estas propostas, com fins culturais e turísticos, vão enfocadas quer a Olivença, quer às suas aldeias e à vila de Táliga, tendo sido bem acolhidas entre os representantes das instituições locais.
Entre as linhas de atuação inclui-se o fomento do bilinguismo através da informação turística, a sinalização urbana, a promoção de atos e festas ou a difusão bilingue nos meios de comunicação locais.
Também se incluem medidas de aproximação cultural para a lusofonia mediante a potenciação das atuais geminações com cidades portuguesas, a promoção de atividades diversas relacionadas com a música, o teatro, a literatura, a gastronomia, etc.
Além disso, planeiam-se outras atuações que perseguem preservar o património cultural intangível de herança portuguesa, com o ponto forte na língua, bem como na tradição oral.
Estas propostas, com fins culturais e turísticos, vão enfocadas quer a Olivença, quer às suas aldeias e à vila de Táliga, tendo sido bem acolhidas entre os representantes das instituições locais.
quarta-feira, 24 de março de 2010
O mito da falta de soluções
É a frase de uma geração política: os diagnósticos estão todos feitos, faltam as soluções. É mentira. Porque os diagnósticos não estavam todos feitos. E porque soluções houve e há. E à força haverá.
O diagnóstico está dimensionado no estudo do BPI, quantificado no Orçamento do Estado e qualificado nos mercados financeiros. O País endividou-se de mais para investir num prejuízo. Já tínhamos perdido a ilusão do caldeirão no fim do arco-íris. Agora ganhámos a desilusão de não haver sequer arco-íris. Era a refracção da realidade no caleidoscópio da política. As palavras partiram-se, eis-nos em números.
O que fazer? Decidir. Não faltam soluções. Mas decidir implica assumir riscos da impopularidade doméstica; exige a libertação das distribuições partidárias; e supõe a humildade de aceitar sugestões de outrem.
É só puxar pela memória. Do Ecordep, onde há dez anos Pina Moura, Fernando Pacheco, Teodora Cardoso, Rui Carp, Orlando Carriço e Vital Moreira escreveram 50 medidas para um plano de emergência para cortar a despesa pública. Estava lá tudo, mas à ovação académica sobreveio a gaveta política. Mais tarde, o Compromisso Portugal faria propostas na justiça, na segurança social, na saúde, na economia, nas finanças. Nada: os políticos atribuíram-lhes vis intenções e a sociedade colou-lhes nas testas cinco dos sete pecados mortais: vaidade, inveja, gula, avareza e luxúria. Pelo caminho, economistas como Vítor Bento e Eduardo Catroga escreveram receitas. Ainda este mês, o Instituto Sá Carneiro publicou uma síntese de medidas concretas, uma "reprise" do trabalho feito para as eleições do ano passado que o seu próprio partido, o PSD, desconsiderou.
Só obrigados tomaremos o óleo de rícino para as finanças públicas. No passado foi o FMI, no presente são as agências de "rating", que nos acantonaram junto da Grécia, da Irlanda e de Espanha no quarto escuro das preocupações. A Grécia congela, a Irlanda baixa salários, a Espanha aumenta idades de reforma, corta despesa a sério e restringe as entradas na Função Pública em uma entrada por dez saídas. Em Portugal, o Orçamento do Estado para 2010 tem como grandes medidas o congelamento salarial na Função Pública (que não trava o aumento dos custos com o pessoal, por causa das promoções e dos acordos "bilaterais" com os professores), o regresso das entradas condicionados na administração pública de uma entrada por duas saídas (que nunca foi cumprido) e a suspensão de obras públicas. É, já se disse, pouco.
Portugal não tem apenas medo de reformar: tem medo de mostrar que reforma. Veja-se o exemplo das reformas: Portugal fez discretamente o que Espanha anuncia, o aumento da idade média de reforma. Cá, os funcionários públicos aumentaram a idade de aposentação de 60 para 65 anos; e a introdução do factor de sustentabilidade mais não veio que "nomear voluntários" para trabalhar mais anos para não perder nas pensões.
O poder das agências de notação de risco foi por elas desmerecido, mas mantém-se. De pouco vale insultá-las ou com elas reunir para promessas vãs: são agências de "rating", não são agências de "dating". Por elas, por nós, façamos o que é preciso: cortar a direito nas contas públicas para voltar a pensar na economia.
Numa citação famosa, J.D. Salinger, que morreu na semana passada, dizia que a grande diferença entre felicidade e a alegria "é que a felicidade é sólida e a alegria é líquida". A gestação política (do PS, PSD e até do CDS) da nossa economia tem sido uma alegria. Saiamos deste estado líquido. Ou acabaremos liquidados.
Pedro Santos Guerreiro
O diagnóstico está dimensionado no estudo do BPI, quantificado no Orçamento do Estado e qualificado nos mercados financeiros. O País endividou-se de mais para investir num prejuízo. Já tínhamos perdido a ilusão do caldeirão no fim do arco-íris. Agora ganhámos a desilusão de não haver sequer arco-íris. Era a refracção da realidade no caleidoscópio da política. As palavras partiram-se, eis-nos em números.
O que fazer? Decidir. Não faltam soluções. Mas decidir implica assumir riscos da impopularidade doméstica; exige a libertação das distribuições partidárias; e supõe a humildade de aceitar sugestões de outrem.
É só puxar pela memória. Do Ecordep, onde há dez anos Pina Moura, Fernando Pacheco, Teodora Cardoso, Rui Carp, Orlando Carriço e Vital Moreira escreveram 50 medidas para um plano de emergência para cortar a despesa pública. Estava lá tudo, mas à ovação académica sobreveio a gaveta política. Mais tarde, o Compromisso Portugal faria propostas na justiça, na segurança social, na saúde, na economia, nas finanças. Nada: os políticos atribuíram-lhes vis intenções e a sociedade colou-lhes nas testas cinco dos sete pecados mortais: vaidade, inveja, gula, avareza e luxúria. Pelo caminho, economistas como Vítor Bento e Eduardo Catroga escreveram receitas. Ainda este mês, o Instituto Sá Carneiro publicou uma síntese de medidas concretas, uma "reprise" do trabalho feito para as eleições do ano passado que o seu próprio partido, o PSD, desconsiderou.
Só obrigados tomaremos o óleo de rícino para as finanças públicas. No passado foi o FMI, no presente são as agências de "rating", que nos acantonaram junto da Grécia, da Irlanda e de Espanha no quarto escuro das preocupações. A Grécia congela, a Irlanda baixa salários, a Espanha aumenta idades de reforma, corta despesa a sério e restringe as entradas na Função Pública em uma entrada por dez saídas. Em Portugal, o Orçamento do Estado para 2010 tem como grandes medidas o congelamento salarial na Função Pública (que não trava o aumento dos custos com o pessoal, por causa das promoções e dos acordos "bilaterais" com os professores), o regresso das entradas condicionados na administração pública de uma entrada por duas saídas (que nunca foi cumprido) e a suspensão de obras públicas. É, já se disse, pouco.
Portugal não tem apenas medo de reformar: tem medo de mostrar que reforma. Veja-se o exemplo das reformas: Portugal fez discretamente o que Espanha anuncia, o aumento da idade média de reforma. Cá, os funcionários públicos aumentaram a idade de aposentação de 60 para 65 anos; e a introdução do factor de sustentabilidade mais não veio que "nomear voluntários" para trabalhar mais anos para não perder nas pensões.
O poder das agências de notação de risco foi por elas desmerecido, mas mantém-se. De pouco vale insultá-las ou com elas reunir para promessas vãs: são agências de "rating", não são agências de "dating". Por elas, por nós, façamos o que é preciso: cortar a direito nas contas públicas para voltar a pensar na economia.
Numa citação famosa, J.D. Salinger, que morreu na semana passada, dizia que a grande diferença entre felicidade e a alegria "é que a felicidade é sólida e a alegria é líquida". A gestação política (do PS, PSD e até do CDS) da nossa economia tem sido uma alegria. Saiamos deste estado líquido. Ou acabaremos liquidados.
Pedro Santos Guerreiro
sexta-feira, 19 de março de 2010
Escutas proibidas e o princípio latino "ne bis in idem"
O jornal hebdomadário SOL noticiou no passado dia 5.02.2010, que o despacho do juiz de Aveiro, com competência no processo “Face Oculta”, referia fortes indícios da prática de crime de atentado contra o Estado de Direito por parte do Governo e Primeiro-Ministro, com base nas escutas a Paulo Penedos e Armando Vara.
Não há, em tal despacho judicial, qualquer referência a escutas com a “intervenção” do Primeiro-Ministro, José Sócrates, mas apenas àqueles dois referidos “alvos”, sem qualquer estatuto processual privilegiado.
Que concluir daqui?
Que quando as certidões do processo de Aveiro são remetidas ao PGR para a competente investigação de tal fortemente indiciado crime por parte do Primeiro-Ministro não havia qualquer necessidade legal de submeter tais escutas à apreciação do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, mas apenas o caminho para ser cumprido o dever legal para ser instaurado o devido inquérito criminal contra o Primeiro-Ministro nas secções criminais do STJ, para investigação.
Toda esta manobra do PGR e do pSTJ de anulação das provas que sustentavam os fortes indícios de crime contra o Primeiro-Ministro, com fundamento em que este havia sido “interveniente” nas escutas, não passa de actuação indiciadora de crimes por parte do PGR e pSTJ, numa jogada política para ilibar processualmente o Primeiro-Ministro.
Ou seja: a Justiça portuguesa, ao mais alto nível, não actua segundo a legalidade vigente, mas apenas e segundo interesses políticos, violadores, em elevado grau, da mesma legalidade.
Vale isto dizer, na outra face da mesma moeda, que, se na primeira face se protege quem tem poder político, na segunda se persegue quem denuncia situações como esta ou que faz críticas (devidas, ética e moralmente), a actuações de personagens como estas, das mais altas magistraturas, ou das instituições que estas representam.
É o que se passa no meu “caso”, amplamente divulgado neste blogue, de perseguição política à minha pessoa, enquanto magistrado do Ministério Público, por ser crítico de tal “sistema”.
Assim, tentou a PGR/CSMP “arrumar-me” e destruir-me como crítico “dentro” do “sistema”.
Entre outros processos contra a minha pessoa, enquanto magistrado do Ministério Público, relembro apenas o processo disciplinar que me moveram, por ter dado um despacho – no longínquo ano de 1993 - a ordenar a detenção de um burlão (em mais de 80.000 contos – contos, que não Euros). Primeiro começaram por afirmar que o meu despacho era “ilegal” e que eu quis beneficiar um “amigo”. Assim, aplicaram-me a pena de demissão no ano de 2000 e afastaram-me de funções em 2003, porque me mantinha crítico do mesmo “sistema”.
Houve recurso de tal pena de demissão e, finalmente, em 2007, a secção do STA ANULOU tal pena de demissão, por erro nos pressupostos de facto – isto é que aqueles “factos” dados como "provados" não podiam levar a punição, primeiro porque o despacho era LEGAL e, depois, porque não beneficiou nem podia beneficiar ninguém. Tal ANULAÇÃO contenciosa da pena de demissão foi confirmada pelo Pleno do STA e transitou em julgado em Dezembro de 2008.
Mas a sanha persecutória não ficou por aqui.
Logo a seguir, ainda em Dezembro de 2008, a PGR/CSMP, afirmando executar o julgado, foi buscar os mesmíssimos factos que levaram à pena de demissão anulada e, sem sequer me ouvirem e baseando-se neles, aplicaram-me a pena de aposentação compulsiva.
Há um princípio de direito, com consagração legal (e consagração constitucional quanto a matéria criminal), que diz que nenhuma pessoa poder ser julgada, pelos mesmos factos, pela mesma entidade e no mesmo processo, mais do que uma vez.
É o princípio latino “ne bis in idem.
Mas violaram cruamente este princípio de direito.
Houve recurso, de novo, para o STA e a Secção respectiva, através de um trio de juízes do “sistema”, violando também tal princípio e, num linguajar “jurídico” rebuscado, indeferiu a minha impugnação contenciosa, dizendo agora que eu violei o princípio da igualdade – ou seja, perante um caso urgente, eu devia ter actuado dentro da rotina – em que havia alguns atrasos processuais – sem atender à especificidade do caso concreto, para não ofender o princípio da “igualdade”.
Ou seja: em Portugal não há Justiça!
Há política, ilegal e criminosa, das altas instâncias da “justiça”, quer para “safar” um qualquer Primeiro-Ministro de um inquérito criminal, quer para perseguir um magistrado do Ministério Público incómodo.
Por ora, é este o pequeno resumo que faço das escutas proibidas e do princípio “ne bis in idem”.
Já agora, pensem nisto!
.
posted by victor rosa de freitas
Não há, em tal despacho judicial, qualquer referência a escutas com a “intervenção” do Primeiro-Ministro, José Sócrates, mas apenas àqueles dois referidos “alvos”, sem qualquer estatuto processual privilegiado.
Que concluir daqui?
Que quando as certidões do processo de Aveiro são remetidas ao PGR para a competente investigação de tal fortemente indiciado crime por parte do Primeiro-Ministro não havia qualquer necessidade legal de submeter tais escutas à apreciação do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, mas apenas o caminho para ser cumprido o dever legal para ser instaurado o devido inquérito criminal contra o Primeiro-Ministro nas secções criminais do STJ, para investigação.
Toda esta manobra do PGR e do pSTJ de anulação das provas que sustentavam os fortes indícios de crime contra o Primeiro-Ministro, com fundamento em que este havia sido “interveniente” nas escutas, não passa de actuação indiciadora de crimes por parte do PGR e pSTJ, numa jogada política para ilibar processualmente o Primeiro-Ministro.
Ou seja: a Justiça portuguesa, ao mais alto nível, não actua segundo a legalidade vigente, mas apenas e segundo interesses políticos, violadores, em elevado grau, da mesma legalidade.
Vale isto dizer, na outra face da mesma moeda, que, se na primeira face se protege quem tem poder político, na segunda se persegue quem denuncia situações como esta ou que faz críticas (devidas, ética e moralmente), a actuações de personagens como estas, das mais altas magistraturas, ou das instituições que estas representam.
É o que se passa no meu “caso”, amplamente divulgado neste blogue, de perseguição política à minha pessoa, enquanto magistrado do Ministério Público, por ser crítico de tal “sistema”.
Assim, tentou a PGR/CSMP “arrumar-me” e destruir-me como crítico “dentro” do “sistema”.
Entre outros processos contra a minha pessoa, enquanto magistrado do Ministério Público, relembro apenas o processo disciplinar que me moveram, por ter dado um despacho – no longínquo ano de 1993 - a ordenar a detenção de um burlão (em mais de 80.000 contos – contos, que não Euros). Primeiro começaram por afirmar que o meu despacho era “ilegal” e que eu quis beneficiar um “amigo”. Assim, aplicaram-me a pena de demissão no ano de 2000 e afastaram-me de funções em 2003, porque me mantinha crítico do mesmo “sistema”.
Houve recurso de tal pena de demissão e, finalmente, em 2007, a secção do STA ANULOU tal pena de demissão, por erro nos pressupostos de facto – isto é que aqueles “factos” dados como "provados" não podiam levar a punição, primeiro porque o despacho era LEGAL e, depois, porque não beneficiou nem podia beneficiar ninguém. Tal ANULAÇÃO contenciosa da pena de demissão foi confirmada pelo Pleno do STA e transitou em julgado em Dezembro de 2008.
Mas a sanha persecutória não ficou por aqui.
Logo a seguir, ainda em Dezembro de 2008, a PGR/CSMP, afirmando executar o julgado, foi buscar os mesmíssimos factos que levaram à pena de demissão anulada e, sem sequer me ouvirem e baseando-se neles, aplicaram-me a pena de aposentação compulsiva.
Há um princípio de direito, com consagração legal (e consagração constitucional quanto a matéria criminal), que diz que nenhuma pessoa poder ser julgada, pelos mesmos factos, pela mesma entidade e no mesmo processo, mais do que uma vez.
É o princípio latino “ne bis in idem.
Mas violaram cruamente este princípio de direito.
Houve recurso, de novo, para o STA e a Secção respectiva, através de um trio de juízes do “sistema”, violando também tal princípio e, num linguajar “jurídico” rebuscado, indeferiu a minha impugnação contenciosa, dizendo agora que eu violei o princípio da igualdade – ou seja, perante um caso urgente, eu devia ter actuado dentro da rotina – em que havia alguns atrasos processuais – sem atender à especificidade do caso concreto, para não ofender o princípio da “igualdade”.
Ou seja: em Portugal não há Justiça!
Há política, ilegal e criminosa, das altas instâncias da “justiça”, quer para “safar” um qualquer Primeiro-Ministro de um inquérito criminal, quer para perseguir um magistrado do Ministério Público incómodo.
Por ora, é este o pequeno resumo que faço das escutas proibidas e do princípio “ne bis in idem”.
Já agora, pensem nisto!
.
posted by victor rosa de freitas
Será que isto é liberdade de expressão?
Se não acabarmos com "ele" ele acaba com todos os jornalistas (e já não restam muitos) capazes de diferenciar o Jornalismo Português do Jornalismo da Venezuela !!!
Hail Chávez !!! Hail Socrates !!
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado no dia (1/2/2010) na imprensa.
in http://www.institutosacarneiro.pt/?idc=509&idi=2500
http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-pais/2010/2/nota-da-direccao-de-informacao-da-sic01-02-2010-22219.htm
http://www.publico.clix.pt/Política/jn-afirma-que-o-artigo-de-mario-crespo-nao-era-um-simples-texto-de-opiniao_1420824
Hail Chávez !!! Hail Socrates !!
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado no dia (1/2/2010) na imprensa.
in http://www.institutosacarneiro.pt/?idc=509&idi=2500
http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-pais/2010/2/nota-da-direccao-de-informacao-da-sic01-02-2010-22219.htm
http://www.publico.clix.pt/Política/jn-afirma-que-o-artigo-de-mario-crespo-nao-era-um-simples-texto-de-opiniao_1420824
quinta-feira, 11 de março de 2010
COMPORTAMENTO: Mentir faz parte de 25% do tempo das pessoas
Talvez o mentiroso mais famoso do mundo tenha nascido da imaginação do escritor italiano Carlo Collodi, em 1883. Feito de madeira, mas com o sonho de ser um menino de verdade, Pinóquio via seu nariz crescer cada vez que falava uma mentira. Para felicidade de muitos meninos de verdade – para não dizer todos! – não é preciso fazer um acordo com nenhuma fada madrinha para evitar mudanças no tamanho do nariz cada vez que uma mentirinha é contada. E são bastante constantes e variadas, pulando de carros para mulheres, de dinheiro para futebol.
O escritor Luis Fernando Veríssimo se prendeu à pergunta para escrever o livro "As mentiras que os homens contam", que foi adaptado ao teatro com o título “Por que os homens mentem?” e interpretado pelo grupo de comédia Nósmesmos. A peça, que estreou temporada em São Paulo e segue até março no Teatro Augusta (Rua Augusta, 943, Cerqueira César), traz dez situações recorrentes do cotidiano em que a mentira se torna fundamental para a sobrevivência dos relacionamentos. Para Juliano Mazurchi, ator e produtor do espetáculo, a mentira aceitável é aquela que permite que você não acabe com o prazer de outra pessoa. "Ser sincero ao extremo pode machucar. Quem diz tudo o que pensa, sem passar por um filtro entre o cérebro e a boca, pode se tornar uma pessoa totalmente inconveniente", opina o ator.
“A cada quatro vezes que as pessoas entram em contato com as outras, em pelo menos uma contam mentiras. Isso significa que a mentira está presente em 25% do tempo”, constata a psicóloga Mônica Portela, em seu livro “Como Identificar a Mentira”. Apesar de não existir um tipo específico de personalidade que tenha maior tendência à mentira, a maioria dos homens assume esse comportamento para criar ou melhorar suas qualidades e, assim, diminuir os defeitos perante os outros. "Muitos homens realmente têm dificuldade de aceitar que não são perfeitos e escondem alguma característica que revelaria sua fragilidade. Temem ser repreendidos por isso", analisa a psicóloga.
E as tais “mentiras sinceras” que Cazuza eternizou na música “Maior Abandonado”? É possível afirmar que existem as famosas mentirinhas saudáveis? É claro que ninguém gosta de ser enganado, mas há de se concordar que, da mesma forma, ninguém gosta de ser magoado. “Acho que mentir, todo mundo mente. É hipocrisia falar o contrário. Mesmo sem pensar, acabamos contando umas mentiras durante o dia, muitas vezes sem maldade, só para evitar discussões”, opina o jornalista Paulo Basile, 22 anos. O fotógrafo Antonio Carrano, 23 anos, é mais incisivo: “Se eu contasse a verdade a todo momento, certamente não teria mais namorada, emprego ou amigos”.
E, se alguns entendem que deixar de falar a verdade seja falta de ética ou de caráter e que demonstra que o homem simplesmente não se importa com a firmeza das suas relações interpessoais – seja no trabalho, na vida afetiva ou no campo da amizade -, outros indicam que a atitude revela exatamente o contrário, que se importam até demais e mentem para não perder a admiração das pessoas. É também a opinião do psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, supervisor clínico da USP (Universidade de São Paulo), que aponta que os homens mentem porque, em geral, as mentiras podem trazer algum alívio momentâneo para a ocasião e têm o papel de atenuar ou prevenir relações conturbadas, desgastadas e situações de estresse.
Quando o assunto entra no campo afetivo, a situação fica ainda mais delicada. Os homens criam versões para determinados fatos a fim de defender sua privacidade, sob a alegação de manter em paz a relação amorosa. “De todo modo, a vida secreta masculina carrega um pouco de tudo. E há segredos que são acompanhados de um toque de rancor, porque os homens se ressentem do ciúme feminino e reclamam quando as mulheres querem mudá-los. Nesses casos, acreditam que omitir informações significa evitar problemas”, revela o psicólogo Waldemar Magaldi Filho. Há mulheres que compartilham das ideias do profissional. É o caso da publicitária Cinthia Tamae, 24 anos, que prefere deixar de saber de certos detalhes que só trazem chateações: “Mentir ou não mentir? Vai cada um. Uma mentira que não prejudica ninguém é até saudável, desde que haja moderação”.
Frases famosas sobre a mentira:
•"A mentira roda meio mundo antes da verdade ter tido tempo de colocar as calças." (Winston Churchill)
•"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer." (Mario Quintana)
•"Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles." (Adlai Stevenson)
•"O que faz mal não é a mentira que passa pela mente, mas a que nela mergulha e se firma." (Francis Bacon)
•"A mentira arruína rapidamente o mentiroso." (Marcilio Ficino)
•"De tanto se repetir uma mentira, ela se transforma em verdade." (Joseph Goebbels)
•"Nenhum mentiroso tem memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito." (Abraham Lincoln )
•"A mentira é como a bola de neve; quanto mais rola, mais aumenta." (Martinho Lutero
•"Uma mentira vem logo no encalço de outra." (Terêncio)
•"Uma verdade dita com má intenção bate todas as mentiras que se possa inventar." (William Blake)
•"Não ser descoberto em uma mentira é o mesmo que dizer a verdade." (Aristóteles Onassis)
Fonte: UOL Comportamento
O escritor Luis Fernando Veríssimo se prendeu à pergunta para escrever o livro "As mentiras que os homens contam", que foi adaptado ao teatro com o título “Por que os homens mentem?” e interpretado pelo grupo de comédia Nósmesmos. A peça, que estreou temporada em São Paulo e segue até março no Teatro Augusta (Rua Augusta, 943, Cerqueira César), traz dez situações recorrentes do cotidiano em que a mentira se torna fundamental para a sobrevivência dos relacionamentos. Para Juliano Mazurchi, ator e produtor do espetáculo, a mentira aceitável é aquela que permite que você não acabe com o prazer de outra pessoa. "Ser sincero ao extremo pode machucar. Quem diz tudo o que pensa, sem passar por um filtro entre o cérebro e a boca, pode se tornar uma pessoa totalmente inconveniente", opina o ator.
“A cada quatro vezes que as pessoas entram em contato com as outras, em pelo menos uma contam mentiras. Isso significa que a mentira está presente em 25% do tempo”, constata a psicóloga Mônica Portela, em seu livro “Como Identificar a Mentira”. Apesar de não existir um tipo específico de personalidade que tenha maior tendência à mentira, a maioria dos homens assume esse comportamento para criar ou melhorar suas qualidades e, assim, diminuir os defeitos perante os outros. "Muitos homens realmente têm dificuldade de aceitar que não são perfeitos e escondem alguma característica que revelaria sua fragilidade. Temem ser repreendidos por isso", analisa a psicóloga.
E as tais “mentiras sinceras” que Cazuza eternizou na música “Maior Abandonado”? É possível afirmar que existem as famosas mentirinhas saudáveis? É claro que ninguém gosta de ser enganado, mas há de se concordar que, da mesma forma, ninguém gosta de ser magoado. “Acho que mentir, todo mundo mente. É hipocrisia falar o contrário. Mesmo sem pensar, acabamos contando umas mentiras durante o dia, muitas vezes sem maldade, só para evitar discussões”, opina o jornalista Paulo Basile, 22 anos. O fotógrafo Antonio Carrano, 23 anos, é mais incisivo: “Se eu contasse a verdade a todo momento, certamente não teria mais namorada, emprego ou amigos”.
E, se alguns entendem que deixar de falar a verdade seja falta de ética ou de caráter e que demonstra que o homem simplesmente não se importa com a firmeza das suas relações interpessoais – seja no trabalho, na vida afetiva ou no campo da amizade -, outros indicam que a atitude revela exatamente o contrário, que se importam até demais e mentem para não perder a admiração das pessoas. É também a opinião do psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, supervisor clínico da USP (Universidade de São Paulo), que aponta que os homens mentem porque, em geral, as mentiras podem trazer algum alívio momentâneo para a ocasião e têm o papel de atenuar ou prevenir relações conturbadas, desgastadas e situações de estresse.
Quando o assunto entra no campo afetivo, a situação fica ainda mais delicada. Os homens criam versões para determinados fatos a fim de defender sua privacidade, sob a alegação de manter em paz a relação amorosa. “De todo modo, a vida secreta masculina carrega um pouco de tudo. E há segredos que são acompanhados de um toque de rancor, porque os homens se ressentem do ciúme feminino e reclamam quando as mulheres querem mudá-los. Nesses casos, acreditam que omitir informações significa evitar problemas”, revela o psicólogo Waldemar Magaldi Filho. Há mulheres que compartilham das ideias do profissional. É o caso da publicitária Cinthia Tamae, 24 anos, que prefere deixar de saber de certos detalhes que só trazem chateações: “Mentir ou não mentir? Vai cada um. Uma mentira que não prejudica ninguém é até saudável, desde que haja moderação”.
Frases famosas sobre a mentira:
•"A mentira roda meio mundo antes da verdade ter tido tempo de colocar as calças." (Winston Churchill)
•"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer." (Mario Quintana)
•"Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles." (Adlai Stevenson)
•"O que faz mal não é a mentira que passa pela mente, mas a que nela mergulha e se firma." (Francis Bacon)
•"A mentira arruína rapidamente o mentiroso." (Marcilio Ficino)
•"De tanto se repetir uma mentira, ela se transforma em verdade." (Joseph Goebbels)
•"Nenhum mentiroso tem memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito." (Abraham Lincoln )
•"A mentira é como a bola de neve; quanto mais rola, mais aumenta." (Martinho Lutero
•"Uma mentira vem logo no encalço de outra." (Terêncio)
•"Uma verdade dita com má intenção bate todas as mentiras que se possa inventar." (William Blake)
•"Não ser descoberto em uma mentira é o mesmo que dizer a verdade." (Aristóteles Onassis)
Fonte: UOL Comportamento
segunda-feira, 8 de março de 2010
O orçamento "nim
A abstenção define, pelas razões erradas, a política portuguesa. Os políticos indígenas fazem da abstenção a sua ideologia. Compreende-se e aceita-se: quando nos abstemos de dizer "sim" ou "não", escondemos a nossa falta de ideias. A abstenção é a burka nacional. A abstenção de ideias cria, de resto, o carreirista perfeito, como se pode verificar pelos inúmeros cogumelos que frequentam o Parlamento. A abstenção é o encolher de ombros: os outros que decidam, e se decidirem mal, a culpa há-de ser deles. O novo OGE vai ser aprovado pela ideologia da abstenção. O PP abstém-se, para bem do País. O PSD, entalado pela decisão do PP, terá de se abster porque não pode votar contra, ao lado do BE e do PCP, sob pena de ser excomungado pelo FMI. O Governo, por seu lado, é o abstencionista completo: absteve-se de alterar muitas coisas no OGE que tem de gerir. Este OGE é uma vitória política de Paulo Portas, mas é uma derrota de Portugal. Não é positivo, de estratégia, de tendência para o futuro. É um OGE envergonhado. Não é sim nem não: é "nim". Há quem diga que este é o derradeiro orçamento de Teixeira dos Santos, mas parece mais o último do resto das nossas vidas. Há vida para lá do OGE, mas ela não vai ser muito alegre para Portugal nos próximos tempos. Porque não somos como David Copperfield e não nos conseguimos libertar, sem ruído, das cordas que prendem a nossa economia, a nossa sociedade e a nossa política abstencionista para tomar as decisões fortes que se exigem. Depois deste orçamento, Portugal torna-se o País que não é sim nem não.
“Fernando Sobral”
“Fernando Sobral”
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