Sonhei que estava flutuando no espaço sideral, cercado de constelações, de portentos, de trevas fulgurantes. A Potestade rodeou-me com a sua Presença, e dirigiu-se a mim:
“Não crês na minha existência”, disse-me ela – e cada célula do meu corpo reverberou como um tímpano. “Por isso prefiro dirigir-me à totalidade do teu Ser, que só emerge quando adormece o cão de guarda que te sustenta vida afora, e ao qual chamas de Eu, ou Consciência”. Eu estava aterrado e sem palavras; só me restava escutar. Sentia-me esvoaçar em todas as direções, como uma pluma no epicentro de um tornado. “Admiro tua fidelidade a ti próprio”, prosseguiu. “São muitos os que não crêem, mas dizem crer por covardia, por conformismo, ou por imitação. Mais importante que a fé é a verdade. Mais importante do que crer em mim é ter a coragem de olhar dentro de si mesmo e dizer sem rebuços o que vê.”
O que via eu? Via galáxias coruscantes, aglomerados densos de matéria escura, estrelas que faiscavam como os grãos de areia no interior de um tornado. E aquela voz, que prosseguiu: Deves estar te perguntando – por que eu? Por que logo eu fui chamado para este Contato, esta Revelação? E te responderei usando a linguagem do teu tempo e do teu povo. O Universo está contido em ti. Em teu corpo e tua alma estão gravados de forma; indelével todas as informações necessárias para reconstruir tudo isto que vês à tua volta. Fosse este Universo destruído, bastaria que tu sobrevivesses para que toda a historia dele pudesse ser reconstruída, a partir das leis que governam os teus átomos e as tuas células vivas. O Universo é auto-reflexo: está todo gravado em cada uma das partes vivas que contém”. Fez uma pausa. “Isto vale não só para ti, é claro, mas para qualquer outra criatura. Se te escolhi foi por mero Acaso. Quero te mostrar algo”.
Fez um gesto com a mão, e a esse gesto descerrou-se uma cortina. Ms como posso dizer “um gesto”, se sua presença ocupava toda a face interna da esfera de espaço que me continha, como falar em mão se a sua mera impressão digital era composta pelo turbilhão de galáxias que ali revoluteavam? Mas a esse gesto uma Dimensão abriu-se e vi ali justapostos todos os tempos, todos os passados e futuros, todos os fios entrelaçados dos mundos possíveis. “O mundo em que vives passa por uma crise que pode destruí-lo”, prosseguiu a Voz. “Falo do teu planeta, e do teu país. Quando crises assim se anunciam, escolho um habitante para me informar sobre a necessidade desse mundo. E é isso que te pergunto: vale a pena que esse planeta e esse país existam? Vale a pena que prossigam? Se achares que não, desaparecerás com eles. Mas se achares que sim, desaparecerás só tu. Teu nome será obliterado, teus atos esquecidos, teus descendentes se estiolarão. Teu país prosseguirá, e desaparecerás apenas tu. Não tens que me responder agora. Vai – desperta!” Neste instante o celular tocou na mesa de cabeceira. Atendi, e era engano.
‘Braulio Tavares’
Blog de opinião pessoal, critica, independente e rigorosa em termos de analise problematica das questões. Convidados a participar cidadãos com um pensamento livre e descomprometido com obrigações de seguidismo politico, social ou religioso. Aqui, neste espaço, cada um continua a ter as suas opções pessoais, de forma livre. Cada um sabe de si!!!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A IMPORTÂNCIA DO SILÊNCIO
O silencio é necessário em muitas ocasiões, mas é preciso sempre ser sincero; pode-se reter alguns pensamentos, mas no se deve camuflar nenhum. Há maneiras de calar sem fechar o coração; de ser discreto sem ser sombrio e taciturno; de ocultar algumas verdades sem as cobrir de mentiras.
Só se deve deixar de calar quando se tem algo a dizer que valha mais do que o silencio.
O tempo de calar deve sempre vir em primeiro lugar; e nunca se pode falar quando não se aprendeu antes a calar. O homem nunca é tão dono de si mesmo quanto ao silencio. Fora dele, parece derramar-se por assim dizer, para fora de si e dissipar-se pelo discurso; de modo que ele pertence menos a si mesmo do que aos outros.
Quando se tem uma coisa importante para dizer, deve prestar a ela uma atenção muito especial: é necessário dizê-la a si mesmo e, depois de tal precaução, voltar a dizê-la, para evitar que haja arrependimento quando já não se tiver o poder de voltar atrás no que se declarou.
Quando se trata de guardar segredo, calar nunca é demais; o silencio é então uma das coisas em que, geralmente, não há excesso a temer.
O silencio muitas vezes passa por sabedoria em um homem limitado e por capacidade em um ignorante.
A característica própria de um homem corajoso é falar pouco e executar grandes ações. A característica de um homem de bom senso é falar pouco e dizer sempre coisas razoáveis. Não há menos fraqueza ou imprudência em calar, quando se é obrigado a falar, do que leviandade e indiscrição em falar, quando se deve calar.
‘Joseph Antoine T. Dinouart’
Só se deve deixar de calar quando se tem algo a dizer que valha mais do que o silencio.
O tempo de calar deve sempre vir em primeiro lugar; e nunca se pode falar quando não se aprendeu antes a calar. O homem nunca é tão dono de si mesmo quanto ao silencio. Fora dele, parece derramar-se por assim dizer, para fora de si e dissipar-se pelo discurso; de modo que ele pertence menos a si mesmo do que aos outros.
Quando se tem uma coisa importante para dizer, deve prestar a ela uma atenção muito especial: é necessário dizê-la a si mesmo e, depois de tal precaução, voltar a dizê-la, para evitar que haja arrependimento quando já não se tiver o poder de voltar atrás no que se declarou.
Quando se trata de guardar segredo, calar nunca é demais; o silencio é então uma das coisas em que, geralmente, não há excesso a temer.
O silencio muitas vezes passa por sabedoria em um homem limitado e por capacidade em um ignorante.
A característica própria de um homem corajoso é falar pouco e executar grandes ações. A característica de um homem de bom senso é falar pouco e dizer sempre coisas razoáveis. Não há menos fraqueza ou imprudência em calar, quando se é obrigado a falar, do que leviandade e indiscrição em falar, quando se deve calar.
‘Joseph Antoine T. Dinouart’
sexta-feira, 9 de abril de 2010
DIFÍCIL UNIDADE
Somos uma difícil unidade De muitos instantes mínimos - isso seria eu. Mil fragmentos somos, em jogo misterioso, Aproximamo-nos e afastamo-nos, eternamente - Como me poderão encontrar? Novos e antigos todos os dias, Transparentes e opacos, segundo o giro da luz - nós mesmos nos procuramos. E por entre as circunstâncias fluímos, Leves e livres como a cascata pelas pedras. - Que metal nos poderia prender?
Cecília Meireles
Cecília Meireles
quarta-feira, 7 de abril de 2010
COMO DIZ CAETANO
E eu pensava que o primeiro mundo era Paris, Londres; Nova Iorque… que nada! Exatamente do outro lado do planeta foi onde meus olhos viram que é possível uma sociedade mais justa. Se a felicidade depende disso, não sei, pois, para gozá-la, há razoes que a humanidade desconhece, mas que naqueles moldes sócio-urbanísticos é mais fácil experimentá-la, não temos a menor dúvida.
Outrossim, a razão também nos diz que não se pode ser feliz sendo cúmplice de um carma coletivo que criou nações cheias de incoerências, injustiças, falta de controle urbano e ambiental, entre muitas outras mazelas.
A Nova Zelândia deu um exemplo ao se organizar, para que seja hoje chamada de “país perfeito”, com a melhor qualidade de vida do planeta. Foi a única nação onde os nativos negociaram amigavelmente e sob condições de respeito mutuo com os colonizadores. Além disso, o seu povo se uniu com equidade, leis trabalhistas sadias, e estabeleceu um rigoroso controle de natalidade e de preservação da natureza.
Alem disso, parece que o BB estava mais inspirado quando criou aquele lugar. A natureza lhe sorri por entre praias místicas, de grandioso relevo, lagos cujo azul oceânico se une ao dos céus pelas curvas de um horizonte cortado de montanhas, ora verdes, ora plúmbeas, em um show de exuberância e beleza ímpar. E esse sorriso transpassa para o semblante tranqüilo da sua gente conferindo-lhe simpatia exemplar, como se todos tivessem de bem com a vida. Os lagos cristalinos que beijam as margens do Queenstown – que em nada devem ao mar – e de onde surgem belas montanhas forma um conjunto que se completa com a mais perfeita harmonia urbana.
Há uma simplicidade cotidiana que se percebe na conduta de pessoas sem estresse, nas vestimentas descontraídas, sem ostentação, e no generalizado uso de sandálias havaianas por todas as gerações. A tranqüilidade urbana é notoriamente proporcionada pela sensação de segurança que se observa na absoluta falta de gente que não tem o que fazer. Praticamente não existem edifícios residenciais, pois não há densidade demográfica que os justifique. Os bairros são de casas, com muros de meio metro, sem portões e nem grades nas janelas.
O silencio é quase um insulto de paz que nos envergonha lembrando; de como seria bom que aqui o pudéssemos ter. Mendigos? Desempregados? Nenhum. E por isso, nada de vendedores ambulantes, pedintes ou desocupados. Ônibus quase não se vêem. Todo o mundo tem carro, ou anda de bicicleta, há bondes gratuitos, ninguém buzina, e engarrafamento é algo só visto na TV.
Inacreditavelmente em todas as esquinas, praças e parques há toaletes públicos modernos e perfumados, munidos de tudo o que é necessário. E gratuitos! Que diferença daquele mundo do decantado circuito internacional, onde não se encontram facilidades básicas, o povo é estressado, no há onde estacionar, o transito é um inferno, os metrôs sujos e congestionados, e que ainda chamam de “primeiro”. Não, decididamente preferimos o “último mundo”, aquele que fica “do outro lado do lado que é lado de lá”, como diz Caetano...
‘Germano Romero’
Outrossim, a razão também nos diz que não se pode ser feliz sendo cúmplice de um carma coletivo que criou nações cheias de incoerências, injustiças, falta de controle urbano e ambiental, entre muitas outras mazelas.
A Nova Zelândia deu um exemplo ao se organizar, para que seja hoje chamada de “país perfeito”, com a melhor qualidade de vida do planeta. Foi a única nação onde os nativos negociaram amigavelmente e sob condições de respeito mutuo com os colonizadores. Além disso, o seu povo se uniu com equidade, leis trabalhistas sadias, e estabeleceu um rigoroso controle de natalidade e de preservação da natureza.
Alem disso, parece que o BB estava mais inspirado quando criou aquele lugar. A natureza lhe sorri por entre praias místicas, de grandioso relevo, lagos cujo azul oceânico se une ao dos céus pelas curvas de um horizonte cortado de montanhas, ora verdes, ora plúmbeas, em um show de exuberância e beleza ímpar. E esse sorriso transpassa para o semblante tranqüilo da sua gente conferindo-lhe simpatia exemplar, como se todos tivessem de bem com a vida. Os lagos cristalinos que beijam as margens do Queenstown – que em nada devem ao mar – e de onde surgem belas montanhas forma um conjunto que se completa com a mais perfeita harmonia urbana.
Há uma simplicidade cotidiana que se percebe na conduta de pessoas sem estresse, nas vestimentas descontraídas, sem ostentação, e no generalizado uso de sandálias havaianas por todas as gerações. A tranqüilidade urbana é notoriamente proporcionada pela sensação de segurança que se observa na absoluta falta de gente que não tem o que fazer. Praticamente não existem edifícios residenciais, pois não há densidade demográfica que os justifique. Os bairros são de casas, com muros de meio metro, sem portões e nem grades nas janelas.
O silencio é quase um insulto de paz que nos envergonha lembrando; de como seria bom que aqui o pudéssemos ter. Mendigos? Desempregados? Nenhum. E por isso, nada de vendedores ambulantes, pedintes ou desocupados. Ônibus quase não se vêem. Todo o mundo tem carro, ou anda de bicicleta, há bondes gratuitos, ninguém buzina, e engarrafamento é algo só visto na TV.
Inacreditavelmente em todas as esquinas, praças e parques há toaletes públicos modernos e perfumados, munidos de tudo o que é necessário. E gratuitos! Que diferença daquele mundo do decantado circuito internacional, onde não se encontram facilidades básicas, o povo é estressado, no há onde estacionar, o transito é um inferno, os metrôs sujos e congestionados, e que ainda chamam de “primeiro”. Não, decididamente preferimos o “último mundo”, aquele que fica “do outro lado do lado que é lado de lá”, como diz Caetano...
‘Germano Romero’
segunda-feira, 5 de abril de 2010
RELACIONAMENTO ENTRE PAIS E FILHOS

Estava a ler um livro intitulado “A arte da guerra”, a história do general chinês Sun Tzu, um estrategista em guerra da dinastia “Sung”. O livro é o maior tratado militar da historia da humanidade. Uma das grandes frases do general que me chamou a atenção foi:
“Quando o comandante demonstrar fraqueza, não tiver autoridade, suas ordens não forem claras e seus oficiais e tropas forem indisciplinados, o resultado será o caos e a desorganização absoluta”
Me parece que falta autoridade nos pais para com os filhos. Parece que os filhos perderam a noção da autoridade e os papeis estão invertidos. O que tem contribuído para o difícil relacionamento entre pais e filhos?
A resposta é unânime, entre psicólogos, sociólogos, psiquiatras e educadores, “Falta de Limites”. Os pais precisam colocar limites para os seus filos crescerem. A criança é um ser com uma quantidade enorme de energia adequadamente e, para tanto, precisa de um enquadramento e um direcionamento que, principalmente, aos pais cabe dar. Hoje em dia, também é muito comum ouvirmos que pais e mães precisam ser amigos de seus filhos. Aqui, igualmente, é preciso ter cuidado com a inversão de ordem.
É muito importante que pais e mães possam ser amigos de seus filhos, mas, antes de qualquer outra coisa, por amor aos seus filhos, os pais têm o dever de educá-los, de colocar limites, estabelecer proibições. Os filhos precisam de pais e mães mais próximos, mais disponíveis, abertos a escutá-los, a discutir e orientá-los naquilo que eles lhes solicitarem, ou naquilo que os pais entenderem necessário fazê-lo. Mas, precisam igualmente de pais que saibam dizer não, estabelecer o que é certo e o que é errado, e quais os limites que precisam ser seriamente respeitados.
Se os pais se comportam somente como amigos de seus filhos, podemos nos perguntar “quem está fazendo o papel dos pais em seu lugar?”
Para educar um filho não há formula ou manual que se possa seguir, pois cada filho e cada pai e mãe são únicos em sua natureza. Todos precisam ser respeitados. Nós escolhemos com quem vamos nos casar, de quem vamos ser amigos, mas não escolhemos os nossos filhos e nossos pais.
Apenas temos que conviver com eles, e essa convivência nem sempre é fácil.
‘Weslley Lima’
sexta-feira, 26 de março de 2010
Cores de dinossauros são descobertas
Agência FAPESP – Nos filmes de ficção científica, os dinossauros aparecem coloridos, ainda que em tonalidades entre o cinza e o marrom. Mas, se em filmes como Parque dos Dinossauros as cores são parte fundamental dos gigantescos répteis, a realidade não é essa.
Embora muito se saiba sobre os dinossauros, como tamanho, hábitos, formas e mesmo aparência, cores ainda estão no terreno da suposição, uma vez que peles e pigmentos não se preservaram após milhões de anos. Ou seja, não há registro fóssil de cores dos dinossauros.
Mas agora, em artigo publicado na edição da revista Nature, cientistas descrevem a primeira identificação das cores de penas de dinossauros e de algumas das primeiras aves.
O grupo, formado por pesquisadores britânicos e chineses, descobriu que o dinossauro terópode (bípede) Sinosauropteryx tinha penugem que se alternava entre o laranja e o branco. Os pesquisadores também concluíram que uma das primeiras aves, o Confuciusornis, era bastante colorida, com detalhes em branco, preto, laranja e marrom.
Os pesquisadores descobriram dois tipos de melanossomos – organelas que contêm melanina – comuns tanto ao dinossauro como a essa ave, a partir da análise de fósseis encontrados em Jehol, na China.
Como melanossomas são parte integral da estrutura proteica das penas, elas sobrevivem quando as penas sobrevivem, mesmo por centenas de milhões de anos. O artigo representa a primeira descrição de melanossomos encontrados em penas de dinossauros e das primeiras aves.
“Os resultados do estudo fornecem informações extraordinárias sobre a origem das penas. Em especial, os dados ajudam a resolver um antigo debate a respeito da função original das penas. Sabemos agora que as penas surgiram antes das asas. Ou seja, não tinham inicialmente a função de servir de estruturas de voo”, disse Michael Benton, professor de palaeontologia da Universidade de Bristol, no Reino Unido, um dos autores da pesquisa.
“Achamos que as penas surgiram primeiro como agentes para a exibição de cores e apenas posteriormente na história evolucionária se tornaram úteis para o voo e a insulação”, disse.
O artigo Fossilized melanosomes and the colour of Cretaceous dinosaurs and birds (doi:10.1038/nature08740), de Michael J. Benton e outros, pode ser lido na Nature em www.nature.com.
Embora muito se saiba sobre os dinossauros, como tamanho, hábitos, formas e mesmo aparência, cores ainda estão no terreno da suposição, uma vez que peles e pigmentos não se preservaram após milhões de anos. Ou seja, não há registro fóssil de cores dos dinossauros.
Mas agora, em artigo publicado na edição da revista Nature, cientistas descrevem a primeira identificação das cores de penas de dinossauros e de algumas das primeiras aves.
O grupo, formado por pesquisadores britânicos e chineses, descobriu que o dinossauro terópode (bípede) Sinosauropteryx tinha penugem que se alternava entre o laranja e o branco. Os pesquisadores também concluíram que uma das primeiras aves, o Confuciusornis, era bastante colorida, com detalhes em branco, preto, laranja e marrom.
Os pesquisadores descobriram dois tipos de melanossomos – organelas que contêm melanina – comuns tanto ao dinossauro como a essa ave, a partir da análise de fósseis encontrados em Jehol, na China.
Como melanossomas são parte integral da estrutura proteica das penas, elas sobrevivem quando as penas sobrevivem, mesmo por centenas de milhões de anos. O artigo representa a primeira descrição de melanossomos encontrados em penas de dinossauros e das primeiras aves.
“Os resultados do estudo fornecem informações extraordinárias sobre a origem das penas. Em especial, os dados ajudam a resolver um antigo debate a respeito da função original das penas. Sabemos agora que as penas surgiram antes das asas. Ou seja, não tinham inicialmente a função de servir de estruturas de voo”, disse Michael Benton, professor de palaeontologia da Universidade de Bristol, no Reino Unido, um dos autores da pesquisa.
“Achamos que as penas surgiram primeiro como agentes para a exibição de cores e apenas posteriormente na história evolucionária se tornaram úteis para o voo e a insulação”, disse.
O artigo Fossilized melanosomes and the colour of Cretaceous dinosaurs and birds (doi:10.1038/nature08740), de Michael J. Benton e outros, pode ser lido na Nature em www.nature.com.
Anda Tudo do avesso
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
“Xutos e Pontapes”
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
“Xutos e Pontapes”
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