terça-feira, 9 de novembro de 2010

JOSÉ SÓCRATES É UM HOMEM DE CIRCO (quer dizer, um PALHAÇO, com perdão dos verdadeiros profissionais)

A economia vai derrotar a democracia de 1976.
José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país.
O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia. Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas.
A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver.
Este que está lá agora, o Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora.
É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade.

Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias... mas é sem açúcar.
Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"
Ainda há dias eu estava num supermercado, numa
fila para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar « 6 x 3 = 18 », contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!
Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%... esta economia não resiste num país europeu.
Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.
Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?
P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?
A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?
Quer dizer, isto está tudo louco?"
Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for...
Nós tivemos nos últimos 10 / 12 anos 4 Primeiros-Ministros:
- Um desapareceu;
- O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
- O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
-
E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"
O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou.


Foi "exilado" para Londres.
 
O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris.
 
O Alegre depois não sei para onde ele irá...
 
Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado.
Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400?
 
Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos?

E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!
De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente.
Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos:

- Prometem aquilo que sabem que não podem."
A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"
"Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no
outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!
A minha opinião desde há muito tempo é: TGV - Não !
Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.
Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro?
 
Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!
Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos.
As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...
Receber os prisioneiros de Guantanamo?
Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros.
 
Olhemos para nós!
A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!
Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões!
Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?
Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular,
o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."
Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."
Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira».
Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12º ano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."
É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe.
Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho».
Os portugueses que interpretem o que quiserem...
Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa.
"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro... é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade.
Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.
Este país vai de seriedade.
Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!
Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir.
 
   O Português está farto de ser enganado!


Todos os dias tem a sensação que é enganado! 

"Medina Carreira"

Os sociopatas

A PT pode distribuir os dividendos este ano para escapar aos impostos.
Entre os principais accionistas, está Ricardo Salgado, que pediu ao PS
e ao PSD que se entendessem para pedir sacrifícios aos outros. 
 
 
Lembram-se da comitiva de banqueiros à porta de Passos Coelho e
Teixeira dos Santos a pedir responsabilidade aos políticos? Lembram-se
de como foram tratados como homens de boa vontade que recordavam a
políticos desnorteados as suas obrigações para com o País? Lá estava
Ricardo Salgado, como porta-voz de todos eles.
 
Ficámos agora a saber que a PT pode vir a pagar aos seus 15 principais
accionistas os dividendos ainda antes de entrar em vigor o novo
orçamento, fugindo assim à cobrança de impostos que ele estipula.
Entre os principais accionistas está, pois é claro, o BES.
 
A responsabilidade, as obrigações para com o País, o sentido
patriótico... Tudo isso fica para os outros. O Estado pode perder 260
milhões de euros, metade do buraco que ficou para tapar depois da
negociação do governo com o PSD.
 
Que esta gente trate de si, sabendo que de uma forma ou de outra se
safa sempre de contribuir para a resolução dos problemas do País, só
espanta quem vive noutro planeta. Para quê pagar impostos se os
trouxas que trabalham por conta de outrem, os pensionistas, os
beneficiários do abono de família, os funcionários públicos, os pobres
e a classe média podem dar parte do pouco que têm?
 
O que me choca é que estes cavalheiros, que tão pouco fazem pelo País
e dele tudo exigem, continuem a ser ouvidos como oráculos da Nação.
Que tenham a última palavra sobre um orçamento para o qual não
contribuem. Que insistam em falar de responsabilidade. Na verdade,
tratam-se de sociopatas, incapazes de qualquer gesto de solidariedade
e de dever perante a comunidade em que vivem, apenas movidos por uma
ganância sem qualquer limite. Põem e dispõem ministros, pressionam o
poder político sem se darem ao trabalho de serem discretos, mas não
hesitam em saltar do barco quando todos são chamados a dar a sua
parte. Espertos são eles. Idiotas somos nós.
 
Por isso, quando vierem com a conversa da irresponsabilidade da
próxima greve geral, espero que ninguém lhes dê ouvidos. Já cansa
tanta hipocrisia.
 
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A MAMÃ ... do nosso PRIMEIRO MINISTRO

Uma lição a aprender!!!!
A mamã Adelaide e a misteriosa pensão superior a 3000 euros
Divorciada nos anos 60 de Fernando Pinto de Sousa, "viveu modestamente em Cascais como empregada doméstica, tricotando botinhas e cachecóis...".(24 H)

Admitamos que, na sequência do divórcio ficou com o chalet (r/c e 1º andar).
Admitamos ainda, que em 1998, altura em que comprou o apartamento na Rua Braamcamp, o fez com o produto da venda da vivenda referida, feita nesse mesmo ano.

Neste mesmo ano, declarou às Finanças um rendimento anual inferior a 250 €.(CM), o que pressupõe não ter qualquer pensão de valor superior, nem da Segurança Social nem da CGA.

Entretanto morre o pai (Júlio Araújo Monteiro) que lhe deixa "uma pequena fortuna, de cujos rendimentos em parte vive hoje" (24H).

Por que neste momento, aufere do Instituto Financeiro da Segurança Social (organismo público que faz a gestão do orçamento da Segurança Social) uma pensão superior a 3.000 € (CM), seria lícito deduzir - caso não tivesse tido outro emprego a partir dos 65 anos - que ,considerando a idade normal para a pensão de 65 anos, a mesma lhe teria sido concedida em 1996 (1931+ 65).
Só que, por que em 1998 a dita pensão não consta dos seus rendimentos, forçoso será considerar que a partir desse mesmo ano, 1998 desempenhou um lugar que lhe acabou por garantir uma pensão de (vamos por baixo): 3.000 €.

Abstraindo a aplicação da esdrúxula forma de cálculo actual, a pensão teria sido calculada sobre os 10 melhores anos de 15 anos de contribuições, com um valor de 2% /ano e uma taxa global de pensão de 80%.

Por que a "pequena fortuna " não conta para a pensão; por que o I.F.S.S. não funciona como entidade bancária que, paga dividendos face a investimentos ali feitos (depósitos); por que em 1998 o seu rendimento foi de 250 €; para poder usufruir em 2008 uma pensão de 3.000 €, será por que (ainda que considerando que já descontava para a Segurança Social como empregada doméstica e perfez os 15 anos para poder ter direito a pensão), durante o período (pós 1998), nos ditos melhores 10 anos, a remuneração mensal foi tal, que deu uma média de 3.750 €/mês para efeitos do cálculo da pensão final. (3.750 x 80% = 3.000).

Ora, como uma pensão de 3.000 €, não se identifica com os "rendimentos " provenientes da pequena fortuna do pai, a senhora tem uma pensão acrescida de outros rendimentos.

Como em nenhum dos jornais se fala em habilitações que a senhora tenha adquirido, que lhe permitisse ultrapassar o tal serviço doméstico remunerado, parece poder depreender-se que as habilitações que tinha nos anos 60 eram as mesmas que tinha quando ocupou o tal lugar que lhe rendeu os ditos 3.750 €/mês.

 Pode-se saber qual foram as funções desempenhadas que lhe permitiram poder receber tal pensão?

 VÁ PESSOAL, APRENDAM COM A MAMÃ DO SÓCRATES...POUPEM, PARA TER UMA REFORMA DIGNA, MAS PRIMEIRO TEMOS DE ENCONTRAR UM FILHO COMO ELE!!!!

 E há mais...
 A Adelaide comprou um apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, apurou o Correio da Manhã.

 Em Novembro de 1998, nove meses depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso, letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos
- Cerca de 224 mil euros
- Sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).

 Ora vejam lá como a senhora deve ter sido poupadinha durante toda a vida.
 Com um rendimento anual de 50 contos, que nem dá para comprar um mínimo de alimentação mensal, ainda conseguiu juntar 224.000 euros para comprar um apartamento de luxo, não em Oeiras ou Almada, na Picheleira ou no Bairro Santos, mas no fabuloso edifício Heron, no nº 40, da rua Braamcamp, a escassos metros do Marquês de Pombal e numa das mais nobres e caras zonas de Lisboa.

Notável exemplo de vida espartana que permitiu juntar uns dinheiritos largos para comprar casa no inverno da velhice.

 Vocês lembram-se daquela ideia genial do Teixeira dos Santos, que queria que pagássemos imposto se dessemos 500 euros aos filhos ?

 Quem terá ajudado, com algum cacau, para que uma cidadã, que declarou às Finanças um RENDIMENTO ANUAL de 50 contos, pudesse pagar A PRONTO, a uma sociedade OFFSHORE, os tais 224.000 euros ?

Luz, Restelo, Tapadinha, Alvalade – Uma certa memória de Lisboa

No dia 8 de Setembro de 1966 cheguei a Lisboa de comboio e recebi instruções precisas para sair na estação do Rego onde apanhei um táxi até às Amoreiras. Vinha de Vila Franca de Xira e no dia seguinte começava a trabalhar no Banco Português do Atlântico da Rua do Ouro. Logo nesse primeiro dia utilizei o 24 (Praça do Chile – Carmo), o mesmo eléctrico onde iria viajar no dia 12 de Setembro até à Praça do Chile para tirar a chapinha dos Tuberculosos, envelope essencial para arranjar emprego. Aos poucos fui conhecendo a cidade sempre através dos eléctricos. Havia o 2 para o Sporting, o 5 para o Benfica, o 16 para o Belenenses, o 18 para o Atlético e o 17 para o Oriental. O poema Luz, Restelo, Tapadinha, Alvalade regista essa realidade hoje com 44 anos de memória. Outro poema Balada da Morais Soares faz a cartografia dos carros com atrelado na Morais Soares a caminho da Escola Patrício Prazeres. O som da campainha do segundo carro não morreu ainda. Logo a seguir aos eléctricos descobri os elevadores. No de Santa Justa pagava 2 tostões. Ao lado desse elevador havia a casa do ensaio da Banda da Carris. Devo a esse pormenor o primeiro poema do meu livro Transporte Sentimental. Além das expedições futebolística anteriores não devo esquecer o estádio do Jamor e a célebre raquete do eléctrico 15 (Praça do Comércio – Estádio) Estádio onde assisti ao vivo à vitória do Celtic sobre o Milan por 2-1 em 1967 na final da Taça dos Campeões Europeus com o endiabrado Jimmy Johnstone a ganhar o definitivo cognome de Lisbon Lion. Para além do futebol havia a escola à noite. Fui aluno do Instituto Comercial mas antes estudei na Veiga Beirão e também na Patrício Prazeres.

As ruas de Lisboa em 1966 pareciam sossegadas e eram mesmo sossegadas mas as prisões estavam cheias. Aljube, Caxias, Peniche, Tarrafal. Mais tarde vim a ouvir dizer que em Cabo Verde só havia angolanos mas isso significava o primado do faz-de-conta tão caro ao ditador Salazar: para fora e depois da II Guerra Mundial já não havia presos políticos mas para dentro era outra a realidade.
Os eléctricos eram um espectáculo mas dentro desse espectáculo avultava um curioso jogo de cestos de verga com lancheiras. Sempre que um eléctrico se cruzava com outro havia uma leve paragem e as lancheiras eram trocadas com ternura. Nunca falhava.
No largo do Rato passavam o 5 e o 24 ambos a caminho do Largo do Carmo mas outros faziam tempo no resguardo: o 22 e o 23 (São Bento Circulação), o 25 e o 26 (Estrela – Gomes Freire), o 29 e o 30 (Estrela – Príncipe Real).
Nós, os passageiros, os utilizadores como se diz hoje em dia, falávamos dos eléctricos como quem fala de pessoas: – Estou à espera do 24! Já passou o 5? Aquele ali não era o 29? Daí vê-se o 22 a subir a Rua de São Bento? O 25 nunca mais passa!
Às vezes faziam essas perguntas a um cego que vendia jornais e lotaria no meio do Largo do Rato, junto ao expedidor. O homem disfarçava e mudava de assunto. Nunca se enganava nos trocos, conhecia as moedas pelo peso e pelo diâmetro. Dizia Seques e Diére em vez de Século e Diário.
Eu morava na Travessa do Barbosa num quarto alugado a um guarda-freio da Carris. Morava muito perto da estação de recolha das Amoreiras onde os eléctricos dormiam o sono dos justos. As outras estações de recolha eram Santo Amaro e Arco do Cego.
Mais tarde fui morar para a Travessa do Caldeira e passeia a apanhar o 28 (Graça – Estrela) para ir até à Rua do Ouro. Quando casei fui morar para a Travessa de São Pedro e passei a utilizar o 20 (Cais do Sodré – Gomes Freire) que me deixava na Rua Rosa Araújo, muito perto da Rua Castilho onde estava o Departamento de Estrangeiro do Banco Português do Atlântico.
O meu livro mais feliz chama-se Transporte Sentimental mas não começou bem. Um obscuro secretário-geral da Carris negou-se a apoiar a sua primeira edição, o presidente Consiglieri Pedroso não o quis contrariar e lá saiu com a chancela de uma editora modesta. Só a posterior edição da Câmara Municipal de Lisboa lhe deu algum relevo e lá está garboso e bisonho na montra da Livraria Municipal da Avenida da República.
Comecei a trabalhar no Departamento de Estrangeiro de um Banco em 1966 com 15 anos e reformei-me com 45 em 1996. Ainda a tempo de fazer outras coisas e de aprender que a nossa vida é uma viagem. Cada dia e cada passo é uma etapa naquilo a que com muita graça Woody Allen afirmava num dos seus livros: Não sei se há vida depois da morte mas tenho a certeza de que há morte depois da vida. O importante é fazer dessa morte relativa uma injustiça absoluta. E digo morte relativa porque só morre quem se perde nas emboscadas do esquecimento.

José Carmo Francisco

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mecanismos moleculares da fotossíntese

O programa BIOEN-FAPESP realizou no dia 25 de outubro, o BIOEN Workshop on Molecular Mechanisms of Photosynthesis, que teve apresentações de pesquisadores do Brasil, Canadá, Israel, França e Reino Unido.

O principal objetivo do workshop, realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEAUSP), foi estimular grupos de pesquisa do BIOEN a estudar mecanismos moleculares da fotossíntese, utilizando técnicas modernas de biologia molecular, elucidação estrutural e dinâmica ultrarrápida.

Os coordenadores do BIOEN tiveram como objetivo que alguns desses grupos se interessem pelo desafio maior da fotossíntese artificial (fotólise da água) como uma solução para a produção de energia abundante, sustentável e limpa.

“Photosynthetic water splitting and the structure of PSII”, com James Barber (Imperial College), “Supramolecular structures of the photosynthetic apparatus in the thylakoid membrane, as studied by AFM and other methods”, com James Sturgis (CNRS), “Photosynthesis research being carried out by BIOEN-FAPESP groups”, com Marcos Buckeridge (BIOEN), “Biophysical molecular dynamics simulations”, com Munir Skaf (Unicamp), e “Supramolecular chemistry for light capture and controlled energy and charge transfer”, com Henrique Toma (USP), foram as palestras no período da manhã.

À tarde a programação continuou com “Atomic structure of photosystems, as studied by high-resolution x-ray diffraction”, com Nathan Nelson (Universidade de Tel Aviv), “Dynamics of energy transfer in the photosynthetic complexes, as studied by ultrafast optical spectroscopies”, com Gregory Scholes (Universidade de Toronto), e “Infrastructure for advanced optical spectroscopies in the state of São Paulo”, com Paulo Miranda (USP) e René Nome (Unicamp).

As palestras foram seguidas por um debate. O evento foi isento de taxa de inscrição e as palestras foram proferidas em inglês com tradução para o português.

Mais informações em: www.fapesp.br/bioen/evento/photo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Querido Portugal

Caro João,

Aqui vai uma carta aberta ao Portugal em crise que resolvi escrever num momento de raiva pela constatação da merda que vão fazendo e que nós vamos permitindo que continuem a fazer!


Querido Portugal,


Depois de muito hesitar decidi-me e resolvi tomar a única atitude que achei estar ao meu alcançe, a escrita de uma carta!
Há uns anos a esta parte, longe de ti e com as tradicionais saudades batendo no peito, tenho sido agredido com multiplas notícias quase diárias do desnorte a que estás voltado. Triste! Lamentável!
Como é possível que um País como tu, tenha chegado a isto?
Por este andar onde irás parar?
Que raio se passa na tua cabeça?
Acorda! Dá um murro na mesa e endireita as coisas!
Pára um pouco para pensar.
Não esqueças que são 900 anos!
Não aprendeste agora a gatinhar!
Levanta-te!
Os quase 11 milhões de que também faço parte, continuam a ter orgulho em ti! Não te deixes adormecer. Levanta-te e anda! Caminha como sempre fizeste de peito aberto e olhos fixos no objetivo.
Vence os obstáculos, marca a tua posição e faz valer a tua história!
Lembra-te do 1º Afonso, do Infante Henrique, do 2º João e do 1º Manuel, põe os olhos no Pedro Alvares Cabral,no Vasco da Gama, no Bartolomeu Dias, mergulha uma vez mais nas palavras de Luis Vaz de Camões e endireita os ombros, pois essa é a tua história. Esse és tu! És grande! Faz valer as tuas honrosas memórias!
Por que andas tão cabisbaixo?
Enfrenta as adversidades! Vá, anda!
Isto são brincadeiras de criança se comparadas ás travessias de mares desconhecidos e ás conquistas de inúmeras batalhas.
Vais desculpar-me, mas não vou mudar de conversa.
Lembra-te que a coragem e o valor de que somos todos feitos te permitiram ser o "imenso Portugal" no dizer do poeta.
Marcaste os teus espaços frente aos nossos vizinhos espanhois à força da espada e correste com as forças do "corso" quando tentaram violar as tuas entranhas.
Que mais será preciso dizer para te fazer sentir que tudo consegues quando queres?
Queres que te lembre também que és o único dos colonizadores que merece respeito e não desencadeou ódios? Sim, isso também é verdade.
Vá, espreguiça-te, dá um safanão nos lençois e levanta-te!
Estamos todos à espera e ansiosos que voltes a ser quem eras!
Sim, já sei!
Dir-me-ás certamente que a culpa não é tua, mas nossa, que não soubemos dar o poder a quem tem dentes!
Pois é, aí terás razão, mas isso são outros contos.
Não deves esquecer-te que somos simples mortais , sujeitos a sermos enganados por boas falas!
Enfim, não quero aborrecer-te mais, mas trata depressa de corrigir as coisas, ou não te perdoo se não fizeres valer a tua história.
Recebe um grande abraço, deste que te ama,

Manuel Guilherme Peixoto

PS. Ah, já quase me esquecia de dizer-te que, logo que possa e o dinheiro seja suficiente, meto-me no avião, atravesso o atlantico e vou aí dar-te um abraço para matarmos as saudades um do outro.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Planeta com cauda de cometa


Por meio de observações com o telescópio Hubble, da Nasa, a agência espacial norte-americana, um grupo de astrônomos confirmou a existência de um objeto extremamente quente ao qual chamaram de “planeta cometário”.
O motivo é que o HD 209458b, seu nome oficial, lembra um cometa. Trata-se de um gigante gasoso que está em uma órbita tão próxima de sua estrela que sua atmosfera aquecida está se esvaindo no espaço.
Segundo o estudo, publicado no The Astrophysical Journal, ventos estelares poderosos estão soprando material da atmosfera e deixando-o para trás na forma de uma cauda de um cometa.
“Desde 2003, cientistas têm teorizado que a massa perdida [do HD 209458b] está sendo empurrada em uma cauda e até mesmo calcularam como ela seria. Achamos que encontramos a melhor evidência observacional até o momento para apoiar essa teoria”, disse Jeffrey Linsky, da Universidade do Colorado em Bouder, líder do estudo.
O HD 209458b está a 153 anos-luz da Terra e pesa pouco menos do que Júpiter, mas está cerca de cem vezes mais perto de sua estrela do que a distância do Sol para o maior planeta de seu sistema.
O planeta cometário completa uma volta em torno de sua estrela em apenas 3,5 dias. No Sistema Solar o período orbital mais curto é o de Mercúrio, com 88 dias.
Linsky e colegas detectaram elementos pesados, como carbono e silício, na atmosfera de mais de 1.000 ºC do planeta. Segundo eles, isso implica que a sua estrela está aquecendo toda a atmosfera e fazendo com que os elementos químicos mais pesados escapem.
O artigo Observations of Mass Loss from the Transiting Exoplanet HD 209458b (vol.717, doi:10.1088/0004-637X/717/2/1291), de Jeffrey Linsky e outros, pode ser lido no The Astrophysical Journal em http://iopscience.iop.org/0004-637X/717/2/1291