domingo, 23 de outubro de 2011

Manuela Ferreira Leite vive acima das nossas possibilidades‏


188000 euros de rendimento num ano, acumulação de reformas? esse tempo acabou dona Manuela, está a contribuir para o endividamento do estado (que na sua cabecinha é a causa de todos os nossos males, o BPN não conta, são amigos, prontos). Então depois da reforma do Banco de Portugal ainda foi trabalhar para um banco privado e não prescindiu da reformazinha acumulada com a subvençãozita de ex-titular de um cargo público, sacrificando-se para ajudar a economia portuguesa?
Não? então está a viver acima das nossas possibilidades, dona Manuela. A engordar o monstro, sua marota. Assim terei de lhe chamar hipócrita. Também lhe podia chamar assassina, nome que se dá às pessoas que querem que outras pessoas morram sem assistência na doença para que possam gozar tranquilamente das suas reformas, mas não chamo dona Manuela, tal como não lhe chamo mentirosa por ter sido a campeão da treta do endividamento do estado como causa da crise (negócios como o da Lusoponte não contam, são amigos, prontos), porque hoje acordei com o meu lado machista muito acentuado e a uma senhora não se bate nem com uma flor, era ires viver com um salário mínimo durante três meses e depois conversávamos, dona Manuela, mas só depois, depois de experimentares a fome, a doença sem seguro de saúde, depois disso.

In:Aventar

O que a Troika queria Aprovar e Não conseguiu!!!!!!

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República.

2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e se não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização  dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;.

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA.

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder.

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e> entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros o Estado.

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.


30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Criminalização?‏

Na Edição Especial da RTPN, esteve um painel em amena cavaqueira, tecendo o rol de desgraças que nos têm consumido.  A irada Tia Avilez conseguiu apresentar-se mais moderada e compreensiva e apesar do tom de sujeição dado pelos comentadores, um dos cavalheiros teve o topete de afirmar que a ida a Juízo dos desvios e da má administração dos dinheiros públicos, consiste num "passo perigoso a dar em Portugal". Percebe-se a razão para esse desabafo e todos imaginamos quem e o quê poderão estar em perigo. Em suma, tal coisa jamais poderá acontecer, apesar dos claros indícios de que muito mal têm andado as contas públicas, para nem sequer se aventar a hipótese de roubo descarado. Mais de 90% dos institutos públicos jamais foram fiscalizados e se até agora os agentes mediático-políticos viveram obcecados com a Madeira - já repararam que desde a vitória de Jardim a coisa vai desaparecendo dos noticiários? - , os fiscais andam num permanente assédio aos pequenos privados, desde os gabinetes das médias empresas, até à tasquinha onde se servem uns copitos de tinto e umas cadelinhas. Sabem muito bem que não é aí que está o dinheiro "que se vê", mas a fiscalidade não está para maçadas, evitando problemas. Existem por aí centenas de Madeiras que dão pelo nome de mordomias - a começar pela Belém dos 17 milhões €/ano e dúzias de assessores, não esquecendo os "ex-belenenses" -, Câmaras Municipais, "observatórios", PPP - o erário público a oferecer dinheiro às empresas da partidocracia -, EP's, fundações, pensões milionárias ao fim de poucos anos de "esforço laboral", gabinetes e institutos de "estudos", etc. Já agora, o governo poderia conquistar a compreensão de uma boa parte da opinião pública, se decidisse mostrar algo que fosse bem visível. Não, não se trata de vindicta ou inveja, mas daquele necessário sentido de equidade que infelizmente muito tem faltado a este regime.
É da mais elementar justiça, a própria Justiça do Estado zelar pelos interesses dos contribuintes que aos nossos senhores garantem o farto sustentoCom a devida criminalização, atinja quem atingir. Talvez "eles" ainda não tenham reparado, mas já há uns vinte anos acenderam o rastilho do barril de pólvora. Valha-lhes Santa Bárbara.

In: Aventar

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Os novos pobres

A crise quando chega toca a todos, e eu já não sei se hei-de ter pena dos milhares de homens e mulheres que, por esse país fora, todos os dias ficam sem emprego se dos infelizes gestores do Banco Comercial Português que, por iniciativa de alguns accionistas, poderão vir a ter o seu ganha-pão drasticamente reduzido em 50%, ou mesmo a ver extintos os por assim dizer postos de trabalho.
A triste notícia vem no DN: o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco arrisca-se a deixar de cobrar 90 000 euros por cada reunião a que se digna estar presente e passar a receber só 45 000; por sua vez, o vice-presidente, que ganha 290 000 anuais, poderá ter que contentar-se com 145 000; e os nove vogais verão o seu salário de miséria (150 000 euros, fora as alcavalas) reduzido a 25% do do presidente. Ou seja, o BCP prepara-se para gerar 11 novos pobres, atirando ainda para o desemprego com um número indeterminado de membros do seu distinto Conselho Superior. Aconselha a prudência que o Banco Alimentar contra a Fome comece a reforçar os "stocks" de caviar e Veuve Clicquot, pois esta gente está habituada a comer bem.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Croniquinha

António Lobo Antunes


Moro num apartamento que escolhi, comprei, está em meu nome, o único bem no mundo, não contando o automóvel, que está em meu nome, porque nunca quis ter coisas que me pertencessem e, no entanto, não me abandona a impressão de morar num hotel, numa espécie de suite com alguns quartos. Faço cerimónia, não ligo aos móveis, não ligo aos objectos, escrevo aqui como fui escrevendo em tantos outros sítios, em Portugal e no estrangeiro, e não me sinto em casa, dá-me ideia de habitar, por empréstimo, o lugar de um outro que não conheço e que, a qualquer momento, vai entrar e mandar-me embora, falta-me o sentido de propriedade do que quer que seja, onde eu gostava mesmo de viver era num comboio, prestes a viajar, que não partisse nunca. Os comboios sempre me fizeram sonhar. Os comboios? Quase tudo me faz sonhar, que esquisito. Às vezes parece-me que sou uma nuvem com raízes, sempre a partir e a ficar. Não abandono os sítios de que me fui embora, coloquei a alma, escondida, sob cada objecto. Continuo em Veneza com sete anos, em Berlim com quarenta, não saí do lago do Jardim Zoológico, onde passeava, com o meu avô, num barco com pedais. Lembro-me dos patos, dos cisnes, de ser tão feliz, lembro-me de tudo. Não esqueci nada, não vou esquecer nada. Sofrimentos de amor aos doze anos, os primeiros versos, um pardal de pata quebrada que o sapateiro consertou com uma tala de cana. Certos perfumes nos elevadores vazios, as conversas, cheias de palavras desconhecidas, dos adultos, ajudar à missa na igreja gelada, a dor dos outros, que invariavelmente me aflige, o sacristão coxo, de Nelas, a pedalar uma trotineta que não existia. O sorriso raro do meu pai, as duas empregadas da minha avó a beijarem-se. Vidas pequeninas que eu não compreendia. A profunda solidão das pessoas. O meu espanto diante das criaturas amargas. Entendo a tristeza, entendo o desejo de suicídio, não entendo a amargura, o azedume, a avidez. Nem a antipatia, nem a inveja, nem a vaidade. Hoje passei pela igreja de Santo António onde, em criança, entrei tanta vez. Acho que ele me salvou das três doenças difíceis que tive. Com seis anos a minha palma no seu túmulo, em Pádua. Há-de estar lá, bem impressa, a marca destes dedos. Intermináveis discursos diante de quadros e estátuas, que me aborreciam de morte. Entre parênteses também não entendo a morte e, quanto à vida, será que a entendo de facto? Ou à minha adolescência, veemente e confusa? O desejo informulado, a descoberta atónita do sexo. Que mistério, à luz da madrugada, o corpo que se transforma e cresce e, depois, a minha cara no lençol como num sudário. Agora veio-me à cabeça um amigo meu, Frei Bento Domingues. Um dia disse-lhe
- Estás sempre tão alegre
ele respondeu
- O que eu podia eu ser senão alegre?
e não conheço mais nenhuma pessoa em que até os óculos riem, não conheço ninguém com tanta esperança, tanta curiosidade infantil, tanta fé de olhos abertos, tanta tolerância. Raios o partam. Comecei pela casa mas aquela que sinto minha fica longe e já não nos pertence. Não me atrevo a entrar, olho-a de longe, quase a medo, e é tudo. Passo na estrada, penso
- Ali era a casa
corrijo
- Ali é a casa
e fujo. Quase tudo mudou nas redondezas, aliás, quase toda a gente faleceu. O casaco do meu outro avô, cheio de palitos. As duas lareiras da sala. Não era uma casa de ricos, recordo-me de imensas chávenas com a asa quebrada, recordo-me da mesa de pingue-pongue no andar de baixo e dos sons repetidos, cada vez mais rápidos, cada vez mais ténues, da bola ao cair no chão de pedra. Da vinha. Das vindimas. Olha, lá estão as empregadas a beijarem-se de novo e eu, parvo, sem entender. Beijos como no cinema, cochichos ternos. Fugi também, ocultando a minha perplexidade na trepadeira, cheia de insectos e lagartixas.
Afastava-me, com receio dos bichos, até ao muro ao lado da cancela. A estrada deserta, nem uma velha num burro, nem uma pessoa com um atado de lenha à cabeça. Comecei a escutar um barulho de guizos ao longe, um barulho de rodas de carroça, um barulho de vozes. A estrada tornava-se negra, vibrante, cheia de ecos que cresciam, eixos mal oleados, pranchas desconjuntadas, o que se me afigurava um canto. E, então, passaram os ciganos.

Ler mais: http://aeiou.visao.pt/croniquinha=f623638#ixzz1aYrHn7y3

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nobel da Medicina para o governo português

Fecham quatro empresas de construção por dia

Transportes. Plano de reestruturação pode custar 5 mil empregos

Se há coisa que me irrita é a ignorância atrevida. Nos últimos anos, tenho-me confrontado, várias vezes, com esse fenómeno, nomeadamente quando ouço tantos a falar sobre Educação e sobre professores, sem terem, sequer a humildade de perguntar a quem possa saber mais sobre o assunto.
A ignorância não deve impedir, naturalmente, a curiosidade e, até, a crítica, mesmo que humilde. Os últimos anos têm-me dado múltiplas razões para duvidar dos economistas e outros satélites licenciados em engenharias várias. A verdade é que são muitos anos a ouvir certezas absolutas que se transformam, invariavelmente, em previsões falhadas.
É completamente submergido na minha ignorância que continuo a perguntar-me como é que é possível prejudicar a maioria dos cidadãos, acreditando que isso irá beneficiar o país. Parece-me que isso é o mesmo que dizer que, se tirarmos todos os órgãos a uma pessoa, ela ficará com uma saúde de ferro.

Hipocrisias e contradições

Um dos argumentos mais utilizados pelos opinadores de esquerda para justificarem a contradição entre o fim que dão aos seus rendimentos privados e a ideologia que defendem, é o facto de terem que se sujeitar à realidade em que vivem. Mais tarde ou mais cedo, acabam por contra-argumentar que também os defensores de uma economia de mercado se aproveitam dos serviços prestados pelo estado. Este argumento esquece a natureza dos serviços fornecidos pelo mercado e pelo estado.
Os produtos disponibilizados pelo mercado garantem sempre a possibilidade de o indivíduo se auto-excluir de os financiar, não usufruindo deles. Quam considerar que uma empresa tem práticas abusivas, pode sempre optar por não contribuir para alimentar essas práticas, excluindo-se do usufruto dos seus produtos e, consequentemente, do seu financiamento. Ao não se excluirem de os consumir, estão a validar moralmente o processo que levou à sua produção. Isto é especialmente válido para os bens e serviços não básicos (falo de iPhones, férias no estrangeiro e outros) ou, que sendo essenciais, o mercado garante uma oferta diversificada (por exemplo, alimentação). Em ambos os casos, um defensor de uma moral socialista pode-se abster de sustentar aquelas empresas que critica e apoiar outras que se regem pelo seu código ético.
O contra-argumento de que os defensores da economia de mercado utilizam bens públicos também faz pouco sentido. Quando um defensor de uma economia de mercado utiliza serviços públicos não está a contrariar as suas convicções, porque, antes e independentemente de os vir a usufruir, já foi coagido a financiar esses mesmos serviços. O usufruto dos serviços públicos que financiou coercivamente é uma questão de justiça, não de hipocrisia moral. Por muito que se argumente, a compra de um telemóvel numa economia de mercado implica um nível de liberdade muito superior a um defensor do mercado aceitar senhas de refeição do regime Cubano para as quais já teve que trabalhar.
Com isto não quero dizer que os defensores de uma economia de mercado nunca tenham a sua moralidade à prova. A moralidade de um defensor da economia do mercado poderá ser questionado sempre que este defender para si, ou para o seu grupo, um tratamento especial do estado não disponível para os outros contribuintes por igual. Ao defendê-lo estará a contrariar as suas convicções, da mesma forma que um socialista as contraria quando decide comprar um iPad depois de criticar a imoralidade da utilização de adolescentes numa fábrica da Apple.


O Insurgente

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Matemática do cigano..... Para reflectir!‏

Matemática do cigano. Com esta crise...


Nunca tinha pensado nisto. Vou mudar de profissão. Se um dia destes me encontrarem no semáforo, não se admirem... e já agora deixem mais de 0,10€.



MATEMÁTICA DE CIGANO

Preste atenção nesta interessante pesquisa de um estagiário de Matemática :
Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para facturar pelo menos € 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = € 6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá facturado: 25 x 8 x 6 = € 1.200,00. Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 6 euros por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem dôa nunca dá somente 10 cêntimos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00.
Mas, tudo bem, se ele facturar a metade: € 3,00 por hora terá € 600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de € 1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 mudanças do sinal de trânsito, sem nenhum chefe para 'encher o saco' por causa disto.

Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na padaria. Então perguntei-lhe quanto ela facturava por dia. Imaginem o que ela respondeu?
É isso mesmo, de 35 a 40 euros em média o que dá (25 dias por mês) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média € 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.

Moral da História :
É melhor ser cigano do que ter emprego...!
Esforce-se como mendigo e ganhe mais!
Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arranjar emprego.

Lembre-se :
cigano não paga 1/3 do que ganha p'ra sustentar um bando de ladrões.



Ah, AINDA FALTA O RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO... PAGO POR TODOS NÓS... TODOS OS MESES NO VALOR DE 425€!!!



Vamos mas é mendigar!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Portugal, República em permanente transição

povo-unido.jpg

Em textos diferentes, tenho arguido que Portugal, como país, tem sido uma estrutura em permanente mudança. Mudanças que pretendo narrar en breves linhas desde o dia de hoje até à implantação da República. Para fazer do texto um ensaio leve, como as empresas de seguro, muito damos, pouco recebemos, digamos que é andar como o caranguejo, sempre para trás.
Éramos uma monarquia constitucional, com servos que trabalhavam pelo troço de terra recebida em usufruto, terra trabalhada pela família, enquanto o pai de família ou chefe do lar, definido como está pelo Código Civil Português. Um chefe de lar que, as vezes, governa a casa em desespero, como nos dias de hoje, ele é o Primeiro-Ministro Passos Coelho. Os dois precisam acudir a empréstimos em dinheiro, porque as arcas das casas e os cofres do governo, estão vazios. Dinheiro emprestado a juro, que faz dos parentes e dos concidadãos, pessoas deprimidas por não terem meios para ganhar a sua subsistência.
Medidas diversas têm-se organizado. Como digo em outro ensaio, o nosso país está governado pela troika: o Fundo Monetário Internacional, o Banco Europeu, um representante da União Europeia e os países com mais solvência, que queiram emprestar algumas centenas de euros.
Entre as medidas, tem-se usado os despedimentos, as falências de instituições económicas, despedimento, juntar família para morar numa mesma casa e partilhar os gastos. No meu próprio lar, é o pequeno-almoço e um abundante lanche. Remeto o resto para o texto sobre a troika, que ainda não tem visto a luz do dia. Que estamos mais magros? Temos perdido peso, com o pensamento mais alegre de estarmos a ficar elegantes, se adoecemos, temos que tratar dos nossos males, â antiga: cidreira, mate, agasalho se está frio e mudar de actividade para fabricar bonecos, vender comestíveis ou sermos o mais possível os melhores académicos e crescer em ordenado, se for possível, acumulando licenças e outras actividades de pré ou pós graduação. Tenho passado a ser escritor, em conjunto com pós-graduações no Doutoramento que mais rende hoje em dia: a psicanálise e a cirurgia.
As mulheres tomavam conta da casa, os homens ou a pessoa companheira, ia a rua para encontrar rendimentos. O Código do Trabalho que governa estas actividades, foi mudado ainda ontem, uma forma de exprimir, para não entrarmos em depressão e ficar fechado em casa a espera dum milagre que nos faça obter moeda com lucro e mais-valia, como Adam Smith em recomendava em 1759, no seu texto The Theory of Moral Sentiments, reeditado por Prometheus Books, Londres no ano 2000, como o de 1776, comigo a primeira edição, caso for preciso…, An enquiry into the causes and reasons of the Wealth of Nations, texto que define trabalho como a proclividade natural do homem a produzir e trocar produção por salário, ou bens por bens, se for comerciante, ou direitos de autor se for escritor como ele foi. Há versão portuguesa europeia, editado pela Fundação Gulbenhian, 1981-1999.
O Código do Trabalho foi actualizado em 1911, com a mais recente recomendação em Setembro de 2011.
Com o argumento de que o mundo do trabalho mudou radicalmente, Vieira da Silva acabou por protagonizar uma das reformas legislativas mais aplaudidas pela direita. Podem ser lidas em http://www.web-emprego.com/novo-codigo-trabalho-e-as-suas-alteracoes/ Quem queira saber, leia. As nossas ideologias são fundamentalmente opostas. A minha orientação é socialista e materialista histórica. É-me difícil concordar com a troika, os gastos supérfluos disfarçados de mudança, que aparecem cada vez que há inquéritos sobre os desgastes das arcas do pelouro de capital, todos feitos em silêncio pela direita ideológica. Esse grupo que nunca investiu dentro do país, colocando o seu tesouro enterrado em fabricar armas para a invasão do Iraque, o apoio a guerra de Khadafi, a diminuição soa ordenados, o despedimento massivo de mão-de-obra, o fecho de escolas e despedimento de mais d cinco mil jovens que entregaram a sua vida para se preparar a ensinar e preparar outros cidadãos, a alça de impostos, especialmente do IRS, que já era uma ferida em quem paga impostos, e altos, pelo seu trabalho.
Será esta a forma de comemorar o 5 de Outubro? Falar da criação da República, começando pelo assassínio de pessoas que pensavam saber governar, com o oposição da burguesia enriquecida com a monarquia, parece-me um verdade que a História no pode negar. Sidónio Pais e a sua camarilha do Partido Republicano queriam voltar para trás, mudando mais uma vez a Constituição de 1911.
Não houve volta, não podia haver: o país estava desgovernado, a maior parte dele rural que nem sabia se havia rei ou presidente. A falaciosa burguesia assassina, como no caso de Allende, com milhares de distância nos seus programas, não explicou nada a ninguém e a nossa Pátria comemora a festa burguesa do 5 de Outubro de 1810. A seguir os sidonistas, cai do alto céu a ditadura de 50 anos, que o povo combateu e ganhou.
Eis porque digo em vários textos meus, o 5 de Outubro aconteceu no 25 de Abril, tendo como modelo ao companheiro Presidente do Chile, obrigado a se suicidar para evitar uma guerra civil.
Viva a República que começou em 1974 e anda como os caranguejos: a ser governada pela troika e colaboradores, o governo de Setembro de 2011 de Portugal.
No começo do Século XX, em Portugal sopravam ventos de mudança. Desde 1139, o denominado condado Portucalense era pensado como Monarquia. Os historiadores sabem mais do que nós, que amamos o país e lutamos por ele. Lutamos por ele, porque desde o dia da sua fundação a Nação tem mantido ventos de mudanças permanentes. Entre 1139 e o dia de hoje, após a luta do 27 de Setembro para escolher uma Assembleia Legislativa, a imprensa não acaba de debater quem devia ter ganho, de envergonhar aos que perderam, de calcular o que teria sido se um dos partidos não tiver sido roubado. Legislativas nas quais todo o mundo ganhou e também, em conjunto com as percas que todo o mundo sofreu. Vários outros perderam, ou o seu sítio no Parlamento, ou a simpatia das massas, ou têm adquirido pela primeira vez um assento na Assembleia que nos governa.
A nossa democracia é sempre comparada com a de Atenas: assembleias públicas, debate na praça, autarcas filósofos, liberdade de votar. Mas, isso já passou. Hoje em dia os candidatos correm para ganhar um escano[1] na Assembleia. Cada grupo político alinha-se por bancadas, distribuídas as mais cumpridas para os partidos com mais membros eleitos. As bancadas têm sido uma tradição em Portugal desde o dia do seu primeiro parlamento autónomo[2]. Esse Parlamento autónomo dura até 1910, após da morte do Rei Dom Carlos de Bragança e do Príncipe da Coroa, Dom Luís Filipe. Por causa da morte do rei em 1908 e do herdeiro da coroa, foi proclamado Rei o filho mais novo, Dom Manuel de Bragança.
Mas a Carbonária[3], instrumento organizador do assassinato, continuou com as suas actividades de revolucionar as tropas contra o sistema de Governo Monárquico, até conseguir que a família real fugisse de Portugal no iate real, do pequeno porto da aldeia de Ericeira, rumo a Grã-bretanha, onde são acolhidos pelos seus parentes Gotha, sendo Rei Eduardo VII. Acabada a monarquia por causa da revolução de Outubro, o problema para os republicanos era como formar um governo.
Após a Proclamação da República portuguesa em 5 de Outubro de 1910, foi nomeado um Governo Provisório que deveria dirigir superiormente a Nação até que fosse aprovada uma nova Lei fundamental.
Presidiu a esse Governo, inteiramente formado por elementos do Partido Republicano Português (o grande obreiro da revolução), o velho e respeitado Teófilo Braga; o governo contava ainda com as figuras de:
A constituição do Governo Provisório sofreu alguma contestação, sendo esta principalmente dirigida a Afonso Costa e a Basílio Teles – um dos históricos do partido. Tal contestação deu lugar a remodelações no seio do Governo.
Assim, em 12 de Outubro de 1910, Basílio Teles foi substituído no ministério das Finanças por José Relvas. António Luís Gomes, outro dos nomeados, foi entretanto ocupar o lugar de Ministro de Portugal no Rio de Janeiro, encarregando-se Brito Camacho do Ministério do Fomento (22 de Novembro de 1910).
O Governo Provisório[4] manteve-se em funções até à aprovação da nova constituição (a Constituição de 1911), em 24 de Agosto de 1911, dando por encerrados os seus trabalhos e auto-dissolvendo-se a 4Setembro, quando deu lugar ao primeiro Governo Constitucional, chefiado por João Pinheiro Chagas.[5]
Portugal teve uma transição atrasada: em 1928 começara a ditadura do denominado Estado Novo, que tivera quase de 47 anos[6]
A Iª República de Portugal foi efémera por causa dos Presidentes e a divisão de Partidos.[7]
Quem soube resgatar Portugal da Ditadura e se retirar da sua arrogância colonial, foi o Movimento das Forças Armadas, a 25 de Abril de 1974, um ano depois da morte do nosso Presidente Socialista histórico, Salvador Allende. Assassinato que deu força ao Exército Português para se libertar das dependências.
Mas, será que a transição acabou? Em 35 anos de liberdade, esta parece ser usada e abusada. O nosso primeiro Rei, Afonso Henriques, começou com as lutas, como se pode ler em palavras que não são minhas e dizem:
1109: Provável ano de nascimento, em Coimbra, do infante Afonso Henriques, filho do conde Henrique de Borgonha e de dona Teresa, bastarda do rei Afonso VI de Castela e Leão. No mesmo ano morre Afonso VI. Início da disputa entre dona Urraca, a herdeira legítima, dona Teresa e vários outros pretendentes ao trono. A briga pelo poder dura anos. – 1122: Afonso Henriques antecipa em sete séculos um gesto de Napoleão Bonaparte. Ignorando o cardeal que presidia a cerimônia, arma-se cavaleiro na catedral de Zamora. – 1128: Afonso Henriques luta contra a mãe, dona Teresa, e seu aliado, o conde galego Fernão Peres de Trava. As tropas de Afonso Henriques e dona Teresa se enfrentam no campo de São Mamede, junto ao castelo de Guimarães. O exército galego é derrotado. Esta vitória leva dona Teresa a desistir da idéia de anexar a região portucalense ao reino da Galícia. – 1129: No dia 6 de abril, Afonso Henriques dita uma carta em que se proclama soberano das cidades portuguesas. – 1135: Afonso VII, filho de dona Urraca, é coroado “imperador de toda a Espanha” na catedral de Leão. Afonso Henriques se recusa a prestar vassalagem ao primo. – 1137: Paz de Tui. Após lutar com Afonso VII no Alto Minho, Afonso Henriques promete ao imperador “fidelidade, segurança e auxílio contra os inimigos”. – 1139: Batalha de Ourique. Afonso Henriques vence cinco reis mouros. – 1140: Afonso Henriques começa a usar o título de Rei. – 1143: Provável Tratado de Zamora no qual estabelece a paz com o primo Afonso VII. Primeiro passo para a independência portuguesa. Afonso Henriques escreve ao Papa Inocêncio II e se declara  – e a todos os descendentes – “censual” da Igreja de Roma.  A palavra “censual” significa que Afonso Henriques é obrigado a prestar obediência apenas ao Papa. Na região que governa, portanto, nenhum outro poder é maior que o dele. – 1147:  Afonso Henriques expulsa os mouros de Lisboa e várias outras cidades portuguesas. – 1169: Afonso Henriques é feito prisioneiro pelo rei de Leão, Fernando II. – 1179: A Igreja Católica reconhece, formalmente, a realeza de Afonso Henriques. – 1180: Final dos conflitos com Fernando II, de Leão, pela posse de terras na região da fronteira e costa da Andaluzia. – 1185: Afonso Henriques morre na cidade em que nasceu. Sua herança, além de imensa fortuna, é o Condado Portucalense, primeiro território europeu que estabelece sua identidade nacional.[8]
Transição? Dois factos: o projecto Constitucional de 1976 e em 1988, falam no Artigo 2 da Constituição da República de assegurar a transição para o socialismo mediante a criação de condições para o exercicio democrático do poder pelas classes trabalhadoras[9]
Artigo  e ideologia substituído pelos seguintes artigos em 2006:
Artigo 2.º
Estado de direito democrático

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.
Artigo 3.º
Soberania e legalidade

1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.
2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.
3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.
Esta é a lei e a ideologia que orientou as nossas eleições legislativas de 27 de Setembro de este ano.
Afonso Henriques foi uma premonição. As nossas recentes eleições ainda são debatidas: todos ganharam, todos perderam O quê? O tribunal constitucional deve falar e o Senhor Presidente da República, ouvir, ver e calar até as próximas autárquicas de 9 de Outubro, mostrem quem tem mais sabedoria para governar, ser eleito e discursar. Mostrar esse requinte do saber gerir, sem estar a lutar por assentos nos Concelhos, como acontecera nas Legislativas
País em transição, mas com simpatia e amizade, sem se ignorar uns e outros, se pactos e convénios em beneficio dos partidos, mas com respeito a soberania popular que ai os coloca….ou não.
A Soberania não pode ter descontentamentos: é do povo, feita pelo povo e para o povo. Longe de Afonso Henriques e a sua compra da coroa de Portugal, ao Vaticano, credor nosso de uma saca de 100 quilos de moedas de ouro que Dom Afonso nunca quis pagar.
Raúl Iturra
Catedrático em Etnopsicologia
ISCTE-IUL – Departamento de Antropologia
Investigador do CEAS-CRIA
Membro do Senado da Universidade de Cambridge, UK
Português
lautaro@netcabo.pt
Parede – Cascais, 5-10-11

[1] Assento parlamentar de um deputado, poltrona que faz parte da sua bancada parlamentar, palavra retirada do Castelhano Espanhol e usada por vários países, especialmente no Parlamento de Estrasburgo. Na Grã-bretanha é usada a palavra bench; na França banches, em Portugal assento parlamentar, mas escaño tem sido muito usado recentemente.
[2] A monarquia constitucional começa em 1820, com uma Câmara Real governada pelo Rei. Mas, o liberalismo entra pela mão dos franceses a Portugal, que causa revolução liberal de 1820. A ideia de assembleia parlamentar enquanto órgão de representação nacional – por oposição à concepção de cortes tradicionais, representando as três Ordens do Reino: Clero, Nobreza e Povo – chega a Portugal no início do século XIX, com as invasões francesas. É neste contexto que surge a primeira referência a umas cortes constitucionais na chamada súplica de Constituição de 1808.
O documento foi apresentado pelo tanoeiro José de Abreu Campos, um dos representantes do povo à Junta dos Três Estados (comissão delegada das Cortes do Reino) e tratava-se de um projecto de petição dirigida a Napoleão, onde se pedia a outorga de uma Constituição.
Neste projecto constitucional de um grupo de afrancesados (simpatizantes das ideias da Revolução francesa) estavam já claramente expressos princípios tão caros ao liberalismo como o da igualdade perante a lei, a salvaguarda da liberdade individual de culto, a justiça fiscal “sem excepção alguma de pessoa ou classe”, a liberdade de imprensa e a instrução pública.
Preconizava-se o princípio da divisão tripartida dos poderes, em que o poder judicial deveria ser independente e o poder executivo assistido por um Conselho de Estado e que não podia “obrar senão por meio de ministros responsáveis”.
Relativamente ao poder legislativo, pedia-se a instituição de um parlamento bicameral, sendo os representantes da nação eleitos pelas câmaras municipais, de acordo com “os nossos antigos usos”, legislando as duas câmaras em concorrência com o executivo.
Com a revolução de 1820 procurou-se que alguns destes princípios fossem assumidos como linhas de orientação política, intenção indiciada, desde logo, pela vontade de convocação de cortes constituintes com vista à elaboração de uma constituição escrita, como se pode constatar na proclamação lida a 24 de Agosto por um dos comandantes da tropas que fizeram o pronunciamento militar no Porto. A Junta Provisional, então constituída, organizou as eleições para as Cortes.
Fonte: Lopes Praça, Colecção de leis e subsídios para o estudo do direito constitucional portuguez, vol. II, páginas IX e X, Imprensa da Universidade, Coimbra, 1894; e Os textos das duas proclamações então lidas estão publicados no nº 1 do Diário Nacional, órgão oficioso da Junta Provisional do Supremo Govêrno do Reino, nome dado ao governo provisório saído da revolução de 1820.
[3] Carbonaria: A Carbonária era uma sociedade secreta e revolucionária que actuou na Itália, França, Portugal e Espanha nos séculos XIX e XX. Fundada na Itália por volta de 1810, tinha a ideologia assentada em princípios libertários e que se fazia notar por um marcado anticlericalismo. Participou das revoluções de 1820, 1830-1831 e 1848. Embora não tendo unidade política, já que reunia monarquistas e republicanos, nem linha e acção definida, os carbonários (do italiano carbonaro, “carvoeiro”) actuavam em toda a Itália. Reuniam-se secretamente nas cabanas dos carvoeiros, derivando daí seu nome. Foram também os inventores do espaguete à carbonara. Inventaram uma escrita codificada, para uso em correspondência, utilizando um alfabeto carbonário. A Carbonária que teve importância na vida política nacional portuguesa foi fundada em 1896 por Luz de Almeida. Desenvolveu alguma actividade no domínio da educação popular e esteve envolvida em diversas conspirações antimonárquicas. Merece destaque óbvio a sua participação no assassínio do Rei D.Carlos I e do Príncipe Herdeiro Luís Filipe, e na revolução de 5 de Outubro de 1910, em que esteve associada a elementos da Maçonaria e do Partido Republicano.
Fonte: O livro de Philippo Buonarroti, comigo, sobre a Carbonária e a teoria dos iguais de Babeuf, citado por mim em outros Aventares. Com todo, Babeuf não era Carbonária, o movimento não existia. Era um revolucionário francês que procurava a Igualdade prometida pela Revolução francesa em 1789 e começada já antes por ele em 1785, continuada mais tarde pelos que procuravam esse sonho e o auto governo a través das comunas do país, fartos já de Monarquias absolutas e sem constituição para travar a coroa, excepto Inglaterra. Portugal teve um sistema de Cortes para acompanhar ao rei a governar, que passara a ser constituição em 1822, limitando ao extremo os poderes da casa reinante. Nöel Grachus Babeuf foi guilhotinado pelos seus camaradas Jacobinos em 1795, passando a batuta a Silvain Maréchal, que escrevera o segundo manifesto de esses tempos: O Manifesto dos Iguais, uma continuação do Manifesto dos plebeus de Babeuf de 1785, com um outro, bem mais tarde, o Manifesto Comunista, com ideias de Marx e Engels, escrito pela Baronesa Prussiana Johanna von Westphalen, ou Jenny Marx, a mulher do pretenso autor do Manifesto Comunista. É, como diz nos seus textos o historiador francês Jean Soublin, que corresponde comigo, a época dos manifestos. Manifesto escrito para comemorar a morte de Babeuf, a pedido da Liga Comunista de Marseille, pelo que a primeira edição, na França, intitulava-se Manifesto do Partido Comunista. Como o Partido não prosperava e o começo das Repúblicas na Europa derrubava cabeças coroadas, as vezes, para passar a Repúblicas, e de novo a Impérios, até que na França ficaram fartos e a Terceira República, estável até o dia de hoje, nasceu em 1878 até a Segunda Guerra Mundial, após libertação por De Gaulle e Le Clerc, passaram a quarta república. Donde o Manifesto Comunista passou com passou a ser esse que eu denomino o sonho dos Marxs e Engels: a criação de sociedades sem luta de classes, como explico no meu aventar anterior a este: Os Romanos Pontífices e as nossas opções
[4] Pode-se notar que a Europa toda estava em vias de transição. Para Portugal, essa transição chegara mais tarde
[5] Fonte: José Mattoso História de Portugal (1993-1995) em oito volumes, Editorial Caminho
Miriam Halpern Pereira e a sua obra sobre Mouzinho da Silveira, especialmente o que me oferecera antes de ontem: Mouzinho da Silveira. Pensamento e Acção Política, 2009, editado pela Assembleia da República, com as palavras de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_Provis%C3%B3rio_da_Rep%C3%BAblica_Portuguesa
[6] Ditadura Nacional foi a denominação do regime saído da eleição por sufrágio universal do presidente da República Óscar Carmona em 1928. Durou até 1933, ao ser referendada uma nova Constituição, que deu origem ao Estado Novo. Foi antecedida pela Ditadura Militar (1926-1928).
  • Fonte: Jorge Campinos, A ditadura militar. 1926-1933, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1975.
Com as palavras de:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Ditadura_Nacional
[7] A lista dos Presidentes e os seus problemas na administração de um país com mais de mil anos de Monarquia, causo no apenas um Golpe de Estado e uma ditadura. Pode-se ler esta problemática e a lista de Presidentes, em:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_presidentes_de_Portugal
[8] Fonte: Texto de Angela Dutra de Menezes, no seu texto: D. AFONSO HENRIQUES
Pai da pátria portuguesa: 1109 – 1185, Ângela Dutra de Menezes (Rio de Janeiro, 1946) é uma romancista e jornalista brasileira.que escrevera este texto, entre os seus romances.
[9] Texto retirado da Constituição em 2001 e substituído por o citado no texto central.

Aventar

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Reformada que vive à custa do marido

*Uma reformada com 800 euros de pensão que vive à custa do marido*

A casinha no Algarve e a reforma, são dados pessoais e ninguém teria que meter o bedelho, não fosse o caso do seu esposo e reeleito Presidente da República ter explicitamente referido a situação de que a sua esposa "só" auferia 800€ de reforma...(tadinha...)

Houve difamação, dizem os seus apaniguados, mas então, atentem no caso estranho da ...


*DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS DE **MARIA CAVACO SILVA*



*- BCP:      

**Conta à ordem nº 882022 (1ª Titular) - 21.297,61 Euros;*

*  Depósito a prazo: 350.000,00 (vencimento 4/04/2011);*



*- BPI:       
**Conta à ordem nº 60933.5 - 6.557 Euros;*

*  Depósito a Prazo: 140.000,00 Euros (juro 2,355%,
vencimento em 21/02/2011);*

*  Depósito a Prazo: 70.000.00 Euros (juro 2.355%,
vencimento em 20/03/2011).*



*- PPR:  **     52.588,65 Euros;*



*- Acções detidas:    *
*                  BPI - 6287;*

*                  BCP - 70.475;*

*                  BRISA - 500;*

*                  COMUNDO - 12;*


*                  ZON - 436;*

*                  Jerónimo Martins - 15.000;*



*- Obrigações BCP FINANCE: **330 unidades (Juro Perpétuo 4.239%);*



*- FUNDOS DE INVESTIMENTO:*




*   *Fundo AVACÇÕES DE PORTUGAL - 2.340 unidades;*

*     Milenium EURO CARTEIRA - 4.324.138 unidades;*

*     POJRMF FUNDES EURO BAND EQUITY FUND - 118.841.510 unidades;*
 


*Para uma "professora reformada" com 800 euros, esta poupança é bestial...!!!*

*AQUI ESTÁ UMA VERDADEIRA INVESTIDORA ...!!!!*

sábado, 1 de outubro de 2011

Coitado do Isaltino


O homem que se vangloriava de nada ter feito de mal, o autarca que todos os seus eleitores adoravam, o Presidente da Câmara de Oeiras que colocou a cidade no mapa das mais evoluídas do nosso País, o condenado a sete anos de prisão efectiva por fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção passiva, e também condenado ao pagamento de 463 mil euros ao Estado Português, foi hoje preso.
O seu advogado está já a tratar do pedido do hebeas corpus para evitar que este homem, tio do seu sobrinho que é taxista na Suíça, passe o fim de semana na prisão.