sexta-feira, 9 de abril de 2010

DIFÍCIL UNIDADE

Somos uma difícil unidade De muitos instantes mínimos - isso seria eu. Mil fragmentos somos, em jogo misterioso, Aproximamo-nos e afastamo-nos, eternamente - Como me poderão encontrar? Novos e antigos todos os dias, Transparentes e opacos, segundo o giro da luz - nós mesmos nos procuramos. E por entre as circunstâncias fluímos, Leves e livres como a cascata pelas pedras. - Que metal nos poderia prender?

Cecília Meireles

quarta-feira, 7 de abril de 2010

COMO DIZ CAETANO

E eu pensava que o primeiro mundo era Paris, Londres; Nova Iorque… que nada! Exatamente do outro lado do planeta foi onde meus olhos viram que é possível uma sociedade mais justa. Se a felicidade depende disso, não sei, pois, para gozá-la, há razoes que a humanidade desconhece, mas que naqueles moldes sócio-urbanísticos é mais fácil experimentá-la, não temos a menor dúvida.
Outrossim, a razão também nos diz que não se pode ser feliz sendo cúmplice de um carma coletivo que criou nações cheias de incoerências, injustiças, falta de controle urbano e ambiental, entre muitas outras mazelas.
A Nova Zelândia deu um exemplo ao se organizar, para que seja hoje chamada de “país perfeito”, com a melhor qualidade de vida do planeta. Foi a única nação onde os nativos negociaram amigavelmente e sob condições de respeito mutuo com os colonizadores. Além disso, o seu povo se uniu com equidade, leis trabalhistas sadias, e estabeleceu um rigoroso controle de natalidade e de preservação da natureza.
Alem disso, parece que o BB estava mais inspirado quando criou aquele lugar. A natureza lhe sorri por entre praias místicas, de grandioso relevo, lagos cujo azul oceânico se une ao dos céus pelas curvas de um horizonte cortado de montanhas, ora verdes, ora plúmbeas, em um show de exuberância e beleza ímpar. E esse sorriso transpassa para o semblante tranqüilo da sua gente conferindo-lhe simpatia exemplar, como se todos tivessem de bem com a vida. Os lagos cristalinos que beijam as margens do Queenstown – que em nada devem ao mar – e de onde surgem belas montanhas forma um conjunto que se completa com a mais perfeita harmonia urbana.
Há uma simplicidade cotidiana que se percebe na conduta de pessoas sem estresse, nas vestimentas descontraídas, sem ostentação, e no generalizado uso de sandálias havaianas por todas as gerações. A tranqüilidade urbana é notoriamente proporcionada pela sensação de segurança que se observa na absoluta falta de gente que não tem o que fazer. Praticamente não existem edifícios residenciais, pois não há densidade demográfica que os justifique. Os bairros são de casas, com muros de meio metro, sem portões e nem grades nas janelas.
O silencio é quase um insulto de paz que nos envergonha lembrando; de como seria bom que aqui o pudéssemos ter. Mendigos? Desempregados? Nenhum. E por isso, nada de vendedores ambulantes, pedintes ou desocupados. Ônibus quase não se vêem. Todo o mundo tem carro, ou anda de bicicleta, há bondes gratuitos, ninguém buzina, e engarrafamento é algo só visto na TV.
Inacreditavelmente em todas as esquinas, praças e parques há toaletes públicos modernos e perfumados, munidos de tudo o que é necessário. E gratuitos! Que diferença daquele mundo do decantado circuito internacional, onde não se encontram facilidades básicas, o povo é estressado, no há onde estacionar, o transito é um inferno, os metrôs sujos e congestionados, e que ainda chamam de “primeiro”. Não, decididamente preferimos o “último mundo”, aquele que fica “do outro lado do lado que é lado de lá”, como diz Caetano...

‘Germano Romero’

segunda-feira, 5 de abril de 2010

RELACIONAMENTO ENTRE PAIS E FILHOS


Estava a ler um livro intitulado “A arte da guerra”, a história do general chinês Sun Tzu, um estrategista em guerra da dinastia “Sung”. O livro é o maior tratado militar da historia da humanidade. Uma das grandes frases do general que me chamou a atenção foi:
“Quando o comandante demonstrar fraqueza, não tiver autoridade, suas ordens não forem claras e seus oficiais e tropas forem indisciplinados, o resultado será o caos e a desorganização absoluta”
Me parece que falta autoridade nos pais para com os filhos. Parece que os filhos perderam a noção da autoridade e os papeis estão invertidos. O que tem contribuído para o difícil relacionamento entre pais e filhos?
A resposta é unânime, entre psicólogos, sociólogos, psiquiatras e educadores, “Falta de Limites”. Os pais precisam colocar limites para os seus filos crescerem. A criança é um ser com uma quantidade enorme de energia adequadamente e, para tanto, precisa de um enquadramento e um direcionamento que, principalmente, aos pais cabe dar. Hoje em dia, também é muito comum ouvirmos que pais e mães precisam ser amigos de seus filhos. Aqui, igualmente, é preciso ter cuidado com a inversão de ordem.
É muito importante que pais e mães possam ser amigos de seus filhos, mas, antes de qualquer outra coisa, por amor aos seus filhos, os pais têm o dever de educá-los, de colocar limites, estabelecer proibições. Os filhos precisam de pais e mães mais próximos, mais disponíveis, abertos a escutá-los, a discutir e orientá-los naquilo que eles lhes solicitarem, ou naquilo que os pais entenderem necessário fazê-lo. Mas, precisam igualmente de pais que saibam dizer não, estabelecer o que é certo e o que é errado, e quais os limites que precisam ser seriamente respeitados.
Se os pais se comportam somente como amigos de seus filhos, podemos nos perguntar “quem está fazendo o papel dos pais em seu lugar?”
Para educar um filho não há formula ou manual que se possa seguir, pois cada filho e cada pai e mãe são únicos em sua natureza. Todos precisam ser respeitados. Nós escolhemos com quem vamos nos casar, de quem vamos ser amigos, mas não escolhemos os nossos filhos e nossos pais.
Apenas temos que conviver com eles, e essa convivência nem sempre é fácil.


‘Weslley Lima’

sexta-feira, 26 de março de 2010

Cores de dinossauros são descobertas

Agência FAPESP – Nos filmes de ficção científica, os dinossauros aparecem coloridos, ainda que em tonalidades entre o cinza e o marrom. Mas, se em filmes como Parque dos Dinossauros as cores são parte fundamental dos gigantescos répteis, a realidade não é essa.
Embora muito se saiba sobre os dinossauros, como tamanho, hábitos, formas e mesmo aparência, cores ainda estão no terreno da suposição, uma vez que peles e pigmentos não se preservaram após milhões de anos. Ou seja, não há registro fóssil de cores dos dinossauros.
Mas agora, em artigo publicado na edição da revista Nature, cientistas descrevem a primeira identificação das cores de penas de dinossauros e de algumas das primeiras aves.
O grupo, formado por pesquisadores britânicos e chineses, descobriu que o dinossauro terópode (bípede) Sinosauropteryx tinha penugem que se alternava entre o laranja e o branco. Os pesquisadores também concluíram que uma das primeiras aves, o Confuciusornis, era bastante colorida, com detalhes em branco, preto, laranja e marrom.
Os pesquisadores descobriram dois tipos de melanossomos – organelas que contêm melanina – comuns tanto ao dinossauro como a essa ave, a partir da análise de fósseis encontrados em Jehol, na China.
Como melanossomas são parte integral da estrutura proteica das penas, elas sobrevivem quando as penas sobrevivem, mesmo por centenas de milhões de anos. O artigo representa a primeira descrição de melanossomos encontrados em penas de dinossauros e das primeiras aves.
“Os resultados do estudo fornecem informações extraordinárias sobre a origem das penas. Em especial, os dados ajudam a resolver um antigo debate a respeito da função original das penas. Sabemos agora que as penas surgiram antes das asas. Ou seja, não tinham inicialmente a função de servir de estruturas de voo”, disse Michael Benton, professor de palaeontologia da Universidade de Bristol, no Reino Unido, um dos autores da pesquisa.
“Achamos que as penas surgiram primeiro como agentes para a exibição de cores e apenas posteriormente na história evolucionária se tornaram úteis para o voo e a insulação”, disse.
O artigo Fossilized melanosomes and the colour of Cretaceous dinosaurs and birds (doi:10.1038/nature08740), de Michael J. Benton e outros, pode ser lido na Nature em www.nature.com.

Anda Tudo do avesso

Anda tudo do avesso

Nesta rua que atravesso

Dão milhões a quem os tem

Aos outros um passou - bem

Não consigo perceber

Quem é que nos quer tramar

Enganar

Despedir

E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar

Que esta merda vai mudar

E espero vir a ter

Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer

Isto nunca vai mudar

Conseguir

Encontrar

Mais força para lutar...

(Refrão)

Senhor engenheiro

Dê-me um pouco de atenção

Há dez anos que estou preso

Há trinta que sou ladrão

Não tenho eira nem beira

Mas ainda consigo ver

Quem anda na roubalheira

E quem me anda a comer

É difícil ser honesto

É difícil de engolir

Quem não tem nada vai preso

Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém

Assumir que já andou

A roubar

A enganar

o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar

Mais força para lutar

Conseguir encontrar mais força para lutar

Mais força para lutar...

(Refrão)

Senhor engenheiro

Dê-me um pouco de atenção

Há dez anos que estou preso

Há trinta que sou ladrão

Não tenho eira nem beira

Mas ainda consigo ver

Quem anda na roubalheira

E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso

Há trinta que sou ladrão

Mas eu sou um homem honesto

Só errei na profissão

“Xutos e Pontapes”

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pois que matem os ricos... mas...

Em Portugal de quando em vez surge uma palavra chique como novidade para marcar uma época.
Pois foi assim com o PREC, o FMI, a CEE, as FP25; depois mais umas quantas siglas ou palavras, incluindo o SIMPLEX e por ai fora até que agora surgiu o RATING.
Mas que palavra tão chique essa do RATING...
Como em quase todas as outras que entraram na moda, incluindo até o celebre TOLAN; que servia para designar algo ou alguém que estava atolado, atascado, e porque não dizer mesmo fodido; tal e qual como o famoso barco que ficou anos e anos atascado em frente ao cais das colunas, sempre se ataca com quanta força for possível; a palavra ou sigla chique do momento.
Agora andam por ai a dar porrada forte e feia no RATING.
Andam por ai sem piedade a atacar o RATING.
Mas será que eles, os que atacam o RATING, sabem ou sonham que são as agencias de RATING que mandam nos nossos juros, e porque não dizer mesmo; no nosso próprio futuro...
Tenham lá pena do coitado do RATING.
Obviamente que no estado calamitoso a que a economia portuguesa chegou; a curto e médio prazo não temos solução alguma, e as agencias de RATING sem terem culpa alguma das asneiradas governamentais que conduziram a esta desgraceira nacional, vão, no entanto; fazer a cabeça e a nossa carteira em água...
Sem solução a vista... a única verdadeira resolução, ou melhor: destino; é ir escorregando diretamente para a pobreza franciscana, mas não a do Melicias da Lacoste e Adidas, e sim a outra... a pobreza real.
Ao observar o Orçamento de Estado aprovado a poucos dias, só podemos ter uma certeza... a economia por esse caminho não se vai recompor, e a esquerda é a grande responsável por essa calamidade, pois quer continuar a redistribuir, sem conseguir entender que já (se é que algum dia existiu alguma...) não existe riqueza alguma para distribuir.
Como sempre a esquerda vai dizer que a culpa é dos ricos... pois então que se matem os ricos... mas mesmo que se matem os ricos todos; duvido que cada um dos pobres ou remediados consiga receber mais do que umas simples meia dúzia de notas de dois euros...
E já agora não batam mais no RATING pois Portugal já anda a viver com dinheiro emprestado do exterior a muito tempo, e se fecharem a torneira nem o RATING os salva... e ficam todos gregos.

“João Massapina”

Além Guadiana propõe iniciativas culturais às instituições de Olivença

A associação cultural “Além Guadiana” acaba de apresentar aos representantes políticos e institucionais de Olivença um “Conjunto de propostas para valorizar a língua e a cultura portuguesas” neste concelho. O documento propõe iniciativas em diversos âmbitos e estimula o empreendimento de atuações que reforcem a singular riqueza cultural de uma povoação cujo legado português está latente.

Entre as linhas de atuação inclui-se o fomento do bilinguismo através da informação turística, a sinalização urbana, a promoção de atos e festas ou a difusão bilingue nos meios de comunicação locais.

Também se incluem medidas de aproximação cultural para a lusofonia mediante a potenciação das atuais geminações com cidades portuguesas, a promoção de atividades diversas relacionadas com a música, o teatro, a literatura, a gastronomia, etc.

Além disso, planeiam-se outras atuações que perseguem preservar o património cultural intangível de herança portuguesa, com o ponto forte na língua, bem como na tradição oral.

Estas propostas, com fins culturais e turísticos, vão enfocadas quer a Olivença, quer às suas aldeias e à vila de Táliga, tendo sido bem acolhidas entre os representantes das instituições locais.